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Putin desafia Trump e UE: sanções são ato "hostil"

23 out, 2025 - 21:24 • Ricardo Vieira, com Reuters

Presidente russo avisa que se forem utilizados mísseis de longo alcance contra a Rússia, "a resposta será muito séria, senão avassaladora".

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Vladimir Putin disse esta quinta-feira que a Rússia nunca vai ceder à pressão dos Estados Unidos ou de qualquer outro país, após novas sanções norte-americanas e da União Europeia.

O Presidente russo adverte que a resposta a quaisquer ataques em profundidade no território russo seria muito séria e avassaladora.

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As sanções dos EUA são um ato “hostil” e “terão certas consequências, mas não irão afetar significativamente o nosso bem-estar económico”, disse Putin. O setor energético russo sente-se confiante, acrescentou.

“Isto é, obviamente, uma tentativa de exercer pressão sobre a Rússia”, afirmou Putin.

“Mas nenhum país com dignidade e nenhum povo com dignidade decide alguma coisa sob pressão”, salientou o Presidente russo.

Num aviso a Donald Trump, Putin disse que romper o equilíbrio nos mercados energéticos globais poderá conduzir a uma subida dos preços que seria desconfortável para países como os Estados Unidos, especialmente tendo em conta o calendário político interno dos EUA.

Questionado sobre um relatório do “Wall Street Journal”, segundo o qual a administração Trump terá levantado uma restrição importante ao uso, pela Ucrânia, de alguns mísseis de longo alcance fornecidos por aliados ocidentais, e sobre as declarações do Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy acerca de mísseis domésticos com um alcance de 3 mil quilómetros, Putin disse: “Isto é uma tentativa de escalada.”

“Mas se tais armas forem utilizadas para atacar território russo, a resposta será muito séria, senão avassaladora. Que pensem nisso”, afirmou.

UE sem acordo sobre ativos russos

O Conselho Europeu, que está reunido em Bruxelas, não chegou a um acordo sobre os ativos russos congelados e a possibilidade de serem destinados a ajudar a Ucrânia.

Ao que a Renascença apurou, os chefes de Estado e de Governo europeus comprometem-se – apenas - a responder às prementes necessidades financeiras da Ucrânia nos próximos dois anos, incluindo os seus esforços militares e de defesa. Qual a fórmula a seguir ainda não se sabe.

O Conselho Europeu convida a Comissão a apresentar, “com a maior brevidade possível”, opções de apoio financeiro com base numa avaliação das necessidades de financiamento da Ucrânia, e a que sejam prosseguidos os trabalhos para que seja possível regressar ao tema no próximo Conselho Europeu.

Quanto aos ativos da Rússia, insiste o Conselho, devem permanecer imobilizados até que o Presidente russo, Vladimir Putin, termine a guerra contra a Ucrânia e a indemnize pelos danos causados.

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