23 out, 2025 - 16:57 • Diogo Camilo
O planeta Terra vai ter um companheiro na sua órbita durante as próximas décadas, confirmou esta semana a NASA.
Um asteroide chamado 2025 PN7 tornou-se uma "quase-lua" da Terra e até 2083 vai orbitar numa trajetória e velocidade semelhante à do nosso planeta. Por orbitar à volta do Sol — e não da Terra — é chamado de "quase-lua".
Cientistas estimam que tenha "apenas" 18 a 36 metros de comprimento, a altura de um prédio de poucos andares, mas estará em órbita com a Terra há já cerca de 60 anos.
A sua origem é ainda desconhecida, mas um estudo publicado pela Sociedade Norte-Americana de Astronomia indica que poderá ser originário da cintura de asteroides Arjuna.
No seu ponto mais próximo da Terra, ficará a uma distância de quase 4 milhões de quilómetros — cerca de 10 vezes mais distante do que a Lua, por exemplo, que está a "apenas" a 300 mil quilómetros da Terra e é bem maior em dimensão.
À semelhança da PN7, há outras sete "quase-luas" com órbitas semelhantes à da Terra, segundo a Agência Espacial Europeia. Uma delas é a Kamo‘oalewa, que se pensa ser um fragmento lunar antigo e que será estudado em 2027 através da missão da China Tianwen-2.
Tal como tudo, a órbita destas "quase-luas" é temporária, podendo durar décadas ou séculos. No caso da PN7 2025, é estimado que o asteroide irá orbitar à volta do Sol numa trajetória semelhante à da Terra até 2083, o que significa uma esperança de vida de cerca de 128 anos, já que desde os anos 1960 em que começou a caminhar ao lado da Terra.