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Força da ONU no Líbano acusa Israel de dois ataques na zona de Kfar Kila

26 out, 2025 - 21:09 • Lusa

A FINUL indicou que "não houve feridos nem danos" entre o contingente internacional como consequência destas ações israelitas.

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Militares da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) sofreram hoje dois ataques das forças israelitas na zona de Kfar Kila, no sul do Líbano, depois de derrubar um 'drone' israelita com "comportamento agressivo".

"Esta tarde, por volta das 17h45, um 'drone' israelita aproximou-se de uma patrulha da FINUL perto de Kfar Kila e lançou uma granada. Momentos depois, um tanque israelita disparou contra as forças de manutenção da paz", afirmou a Força Interina das Nações Unidas no Líbano. em comunicado.

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A FINUL indicou que "não houve feridos nem danos" entre o contingente internacional como consequência destas ações israelitas.

"Isto aconteceu após um incidente anterior no mesmo local, onde um 'drone' israelita sobrevoou a patrulha da FINUL de forma agressiva", explica no comunicado.

Os militares "aplicaram as medidas defensivas necessárias" para "neutralizar o 'drone'".

A FINUL afirmou que "estas ações das Forças de Defesa de Israel são contrárias à Resolução 1701 do Conselho de Segurança e à soberania do Líbano".

Além disso, "são um sinal de desrespeito pela segurança dos 'capacetes azuis' que realizam trabalhos sob o mandato do Conselho de Segurança no sul do Líbano".

Israel lançou dezenas de ataques aéreos contra o Líbano, apesar do cessar-fogo de novembro de 2024, argumentando que tem como alvo atividades do partido miliciano xiita Hezbollah e afirmando que, como resultado, não viola o pacto.

No entanto, tanto Beirute como o grupo têm criticado estas ações, que também foram condenadas pelas Nações Unidas.

Cerca de 11.000 militares estão destacados na área, dos quais cerca de 700 são espanhóis.

O cessar-fogo, alcançado após meses de combates após os ataques de 07 de outubro de 2023, estipulou que tanto Israel como o Hezbollah retirariam as suas tropas do sul do Líbano. No entanto, o exército israelita manteve cinco postos no território do país vizinho, uma medida também criticada pelas autoridades libanesas e pelo grupo xiita, que exige o fim deste destacamento.

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