27 out, 2025 - 20:53 • Redação
A Jamaica prepara-se para enfrentar o furacão Melissa, de categoria 5, que deverá atingir o território na terça-feira, mas cujos ventos fortes e chuvas intensas já causam estragos desde segunda-feira.
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Melissa é descrito como o furacão mais forte a atingir diretamente a Jamaica desde 1851, e está a ganhar intensidade à medida que se aproxima da ilha, com ventos sustentados de 257 km/h.
Os meteorologistas alertam para a possibilidade de inundações catastróficas, deslizamentos de terra e danos severos em infraestruturas.
O primeiro-ministro jamaicano, Andrew Holness, em conferência de imprensa esta segunda-feira, lamentou que alguns dos 881 abrigos no país não estivessem acessíveis.
“Temos de reforçar esta parte da nossa preparação. Um abrigo ativado deve estar pronto e aberto, mesmo que ninguém apareça de imediato”, afirmou.
As evacuações obrigatórias começaram nas zonas costeiras e mais vulneráveis. Em Port Royal, localidade piscatória de Kingston, muitos recusaram sair por receio de furtos nos abrigos. A localidade está na lista de evacuação obrigatória por estar especialmente exposta a tempestades.
Duas pessoas morreram na Jamaica no fim-de-semana enquanto tentavam cortar árvores antes da chegada da tempestade. No total, pelo menos seis mortes foram já atribuídas ao furacão Melissa: três no Haiti e uma na República Dominicana, onde uma pessoa continua desaparecida.
A sul de Kingston, os ventos já derrubaram árvores e causaram cortes de energia em várias localidades. A paróquia de St Elizabeth, uma das mais afectadas pelo furacão Beryl no ano passado, voltou a ser das primeiras a sentir os efeitos da nova tempestade.