29 out, 2025 - 17:05 • Diogo Camilo
Os dois detidos por suspeitas de terem participado no assalto ao Museu do Louvre, em Paris, confessaram parcialmente o seu envolvimento no roubo de jóias do passado dia 19 de outubro.
Em conferência de imprensa, a procuradora de Paris, Laure Beccuau adiantou que as jóias da coroa francesa não foram ainda encontradas, mas que mantém a esperança de que serão recuperadas e poderão ser devolvidas ao Louvre.
"Estou esperançosa de que [as jóias] serão encontradas e que voltarão ao Louvre e ao país", afirmou.
Os dois homens suspeitos foram detidos no sábado e um deles estava a tentar fugir de avião para a Argélia. A procuradora avançou que foram identificados vestígios de ADN de um dos assaltantes e que não há indícios que apontem que o assalto foi um "golpe interno", realizado por funcionários do museu.
A procuradora referiu também que as oito peças, avaliadas em 88 milhões de euros, são "invendáveis" e deixou um aviso a potenciais interessados: "Quem as comprasse, tornar-se-ia culpado do crime de recetação".
Os dois detidos, homens na casa dos 30 anos residentes na zona de Seine-Saint-Denis, nos subúrbios de Paris, já eram conhecidos das autoridades por outros assaltos.
Entre as oito peças roubadas encontram-se uma tiara e brincos pertencentes a rainhas do início do século XIX, nomeadamente Maria Amélia e Hortênsia de Beauharnais.
A coroa da Imperatriz Eugénia foi encontrada caída no exterior do museu, presumivelmente deixada para trás durante a fuga.