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"Zona de catástrofe". Furacão Melissa arrasa com Jamaica, acalma em Cuba e ameaça Bahamas

29 out, 2025 - 07:27 • Olímpia Mairos , com Lusa

Com rumo às Bahamas, o furacão Melissa deixou a Jamaica em estado crítico sem números oficiais de vítimas, mas o Haiti já confirmou pelo menos 26 mortos e 10 desaparecidos.

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A tempestade já causou pelo menos 26 mortes no Haiti e 10 desaparecidos, mas pelas Caraíbas, precisamente na Jamaica, no Haiti e na República Dominicana ainda não números exatos das vítimas.

"Melissa" segue caminho para as Bahamas ainda esta quarta-feira e a proteção civil pede aos populares para estarem alerta, porque o furacão pode recuperar a intensidade sentida na Jamaica.

O furacão Melissa atingiu também a costa sul de Cuba. Pela região há relatos de grandes inundações e a região registou já "danos significativos" com a passagem do furacão.

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As Bermudas deverão ser atingidas na próxima quinta-feira à noite, de acordo com o último relatório do NHC, que refere ainda que o centro do furacão se desloca a 16 quilómetros por hora.

Na Baía de Guantanamo, em Cuba, foram registados ventos sustentados de 61 quilómetros por hora (km/h) e uma rajada de 111 km/h.

Esteve em vigor um aviso de furacão para as províncias cubanas de Granma, Santiago de Cuba, Guantanamo, Holguin e Las Tunas, tendo os residentes sido aconselhados a procurar imediatamente um abrigo seguro.

Também está em alerta as Bermudas, onde foi pedido à população que se organizasse com urgência para proteger vida e bens.

Primeiro-ministro da Jamaica declara país "zona de catástrofe" após furacão Melissa

Enquanto estes países se preparam para a tempestade, as autoridades na Jamaica avaliam o resultado da passagem do Melissa.

O primeiro-ministro jamaicano, Andrew Holness, declarou esta quarta-feira o país "zona de catástrofe" após a passagem do furacão Melissa, que segundo registos iniciais de danos afetou pelo menos quatro grandes hospitais.

Holness explicou que tomou a decisão, que entrou já hoje em vigor, seguindo as recomendações dos serviços de emergência e das autoridades locais.

Acrescentou que estas são "novas medidas legais para proteger vidas", de acordo com um comunicado publicado no seu perfil na rede social X.

As autoridades jamaicanas tinham divulgado antes que aproximadamente 6.000 pessoas se abrigaram enquanto o furacão Melissa atravessava a nação insular das Caraíbas.

Pelo menos nove pessoas morreram até ao momento devido aos ventos e chuvas associados ao Melissa durante a sua passagem pelas Caraíbas: três na Jamaica, três no Haiti, duas no Panamá e uma na República Dominicana.

O ministro do Desenvolvimento Comunitário da Jamaica e responsável pela resposta a catástrofes, Desmond McKenzie, indicou que o número de pessoas em abrigos aumentou para quase 6.000, e que o Governo espera que mais de 50.000 pessoas sejam deslocadas pelo impacto da tempestade, de acordo com o jornal Jamaica Star.

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McKenzie falava enquanto o Melissa tocava a costa sul da ilha, em New Hope, Westmoreland, tornando-se o furacão mais intenso alguma vez registado na Jamaica, com ventos de mais de 295 quilómetros por hora.

No entanto, desde que entrou na Jamaica, o ciclone anteriormente descrito como "extremamente perigoso" pelo Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês), enfraqueceu e foi rebaixado para a categoria 4.

De acordo com os dados mais recentes, os municípios com maiores danos são Clarendon, Manchester, Saint Elizabeth e Westmoreland, onde muitas comunidades permanecem isoladas e as estradas estão intransitáveis.

McKenzie descreveu a devastação em Saint Elizabeth como extensa, relatando que "várias famílias" ficaram presas nas suas casas em Black River, e que devido às condições perigosas as equipas de resgate estão a ter dificuldades em chegar aos residentes afetados.

O ministro enfatizou que não poderia fornecer detalhes específicos sobre a extensão dos danos causados pelo furacão, uma vez que os levantamentos estão a começar a ser feitos.

O ministro da Indústria da Jamaica, Aubyn Hill, emitiu, por sua vez, uma ordem comercial de emergência para evitar aumentos abusivos de preços e proteger os fornecimentos essenciais.

"Devemos continuar a manter a estabilidade, proteger os consumidores e proativamente prevenir qualquer forma de exploração, numa altura em que os cidadãos estão a garantir o seu abastecimento de alimentos, água e outros bens", justificou Hill.

O ministro da Saúde e Bem-Estar, Christopher Tufton, explicou que quatro hospitais sofreram "danos significativos" devido ao Melissa.

As instituições médicas afetadas são o Hospital Noel Holmes em Hanover, o Hospital Black River em Saint Elizabeth, o Hospital Regional Cornwall em Saint James e o Hospital Falmouth em Trelawny.

Além disso, o Hospital Infantil Bustamante, em Kingston, ficou paralisado devido a uma falha de energia.

Uma parte do Hospital Geral Público de Savanna-la-Mar, em Westmoreland, também sofreu danos graves depois de os ventos do furacão Melissa terem arrancado o telhado.

[Notícia atualizada às 18h30 de 29 de outubro de 2025 para atualizar a rota do furacão "Melissa" e novos danos e número de vítimas]

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