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Ataque

Mais de 400 pessoas assassinadas num hospital do Sudão

30 out, 2025 - 06:30 • Jaime Dantas

A Organização das Nações Unidas mostra-se "gravemente preocupada" com o ataque ao Hospital de El Facher que, segundo a ONU, era o único que ainda se encontrava operacional naquela região.

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A Organização Mundial de Saúde alerta, esta quinta-feira, que as Forças de Apoio Rápido (RSF) do Sudão, terão matado 460 pessoas num hospital da cidade de El Facher, no Sudão, que havia tomado esta semana.

Segundo a Organização das Nações Unidas, o Hospital de El Facher era o único que ainda se encontrava operacional naquela região.

Antes, sem avançar com números, a Rede de Médicos do Sudão avançou, na terça-feira, que os militares da RSF teriam "matado a sangue frio todas as pessoas" que se encontravam naquele hospital, "incluindo pacientes, e os seus acompanhantes". A unidade hospitalar foi "transformada num matadouro humano", afirmou a organização.

A Rede de Médicos do Sudão acusa ainda as Forças de Apoio Rápido de sequestrar quatro médicos, um farmacêutico e uma enfermeira, exigindo mais de 129 mil euros pelo resgate.

Na sequência desta notícia, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apela, esta quinta-feira, ao fim imediato do cerco e das hostilidades" no Sudão.

Guterres diz estar "gravemente preocupado" com a escalada militar em El Facher.

Também o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, mostrou-se "profundamente chocado" com o ataque.

A cidade era o último reduto do exército na região de Darfur e foi capturada pela RSF no domingo, após um cerco de 18 meses marcado pela fome e por fortes bombardeamentos.

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