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Paris

Assalto ao Louvre. Sistema de videovigilância tinha "Louvre" como password

04 nov, 2025 - 12:41 • João Pedro Quesado

Duas auditorias de segurança nos últimos dez anos revelam falhas importantes nos sistemas, e telhados facilmente acessíveis em períodos de obras.

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O Museu do Louvre, em Paris, tem falhas de segurança há cerca de uma década, entre as quais a força das palavras-passe. A password do sistema de videovigilância era "Louvre", revelou o jornal Libération.

De acordo com o jornal francês, que cita uma auditoria de 2014 da Agência Nacional de Segurança dos Sistemas de Informação, o sistema de videovigilância era acessível com a palavra-passe "Louvre". Já a password de outro sistema de segurança, onde era supervisionada a entrada, seria "Thales", o nome da empresa responsável pelo software.

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Essa empresa já teria deixado de ser responsável pela manutenção do software em 2019, depois de o museu não mostrar interesse em renovar o contrato. Esse mesmo sistema, chamado "Sathi", estava a funcionar, ainda em 2025, num servidor com o sistema Windows Server 2003, que deixou de receber manutenção da Microsoft em 2016.

Segundo o Libération, um teste de cibersegurança permitiu perceber que a rede de segurança do museu era acessível a partir de computadores do sistema administrativo. Noutro teste semelhante, foi possível aos especialistas aceder à base de dados.

Outra auditoria, do Instituto Nacional de Estudos Avançados de Segurança e Justiça, concluída em 2017, descreveu "deficiências sérias", um fluxo de visitantes "mal gerido", telhados facilmente acessíveis em períodos de obras, e sistemas de segurança desatualizados e com problemas de funcionamento.

Sete pessoas foram detidas devido ao roubo de jóias do Museu do Louvre, a 19 de outubro, sem ligações ao crime organizado. A procuradora responsável pela acusação acredita que ainda falta deter uma pessoa, e declarou que os quatro detidos acusados tinham ligações a outros crimes de roubo.

"Temos perfis desconhecidos do crime organizado, mas que acabam por cometer atos muito graves de crime organizado", disse a procuradora Laure Beccuau.

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