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COP30

Costa garante que UE está a trabalhar para limitar aquecimento global

06 nov, 2025 - 23:02 • Lusa

Ex-primeiro-ministro português avisou que "a janela de oportunidade para agirmos e evitarmos impactos irreversíveis sobre a humanidade e a natureza está a fechar-se rapidamente", durante a 30.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas.

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O presidente do Conselho Europeu, António Costa, garantiu esta quinta-feira que o bloco fará tudo o que estiver ao alcance para "limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais".

"Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para manter o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais", garantiu António Costa, durante a sua intervenção na sessão plenária da cimeira de líderes que antecede a 30.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP30), de 10 a 21 de novembro, também em Belém.

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Ainda assim, o ex-primeiro-ministro português avisou que "a janela de oportunidade para agirmos e evitarmos impactos irreversíveis sobre a humanidade e a natureza está a fechar-se rapidamente".

A União Europeia (UE), perante esta ameaça real, "sustenta o compromisso inabalável da União Europeia com o Acordo de Paris", sublinhou António Costa. Logo depois do discurso de António Costa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, subiu ao púlpito para afirmar que "esta deve ser a COP que mantém o objetivo de 1,5 graus Celsius".

"A COP que reforça a nossa determinação em triplicar as energias renováveis e duplicar a eficiência energética até 2030", frisou Leyen.

Os países da UE chegaram na quarta-feira a um acordo político para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) em 90% até 2040, em relação a 1990, embora diluindo os objetivos com medidas que concedem maior flexibilidade aos Estados-membros. Numa reunião extraordinária em Bruxelas dos ministros do Ambiente da UE, que durou quase 20 horas, Portugal votou a favor numa votação que era por maioria qualificada, segundo fontes europeias.

A UE, que já deveria ter apresentado os seus planos climáticos atualizados às Nações Unidos 10 anos após o Acordo de Paris de 2015, compromete-se agora a reduzir as emissões de CO2 entre 66,3% e 72,5% até 2035, em comparação com os níveis de 1990 (um intervalo que, no limite superior, corresponde a 90% até 2040).

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente alertou na terça-feira que a Terra registará um aumento médio de temperatura entre 2,3 e 2,5 graus Celsius neste século, caso os países cumpram os seus compromissos climáticos atuais, e de 2,8 graus se continuarem com as políticas vigentes.

No seu relatório sobre a lacuna das emissões, o organismo indicou que, apesar dos compromissos assumidos, as emissões globais de gases com efeito de estufa continuam a aumentar.

Em 2024, atingiram 57,7 gigatoneladas de CO2, mais 2,3% do que no ano anterior, impulsionadas pela desflorestação e pelo uso de combustíveis fósseis.

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