10 nov, 2025 - 13:31 • Ana Kotowicz
O pedido tinha sido entregue um dia depois de Nicolas Sarkozy entrar na prisão. A expectativa da Defesa era de que, assim que fosse analisado, o pedido de libertação seria aceite. E foi isso mesmo que aconteceu. Esta segunda-feira, o Tribunal de Apelação de Paris (segunda instância) decidiu libertar o antigo Presidente francês, mas impôs-lhe supervisão judicial.
Entre as condições para a libertação de Sarkozy da prisão de La Santé, em Paris, está também a proibição de contactar o antigo ministro da Justiça, Gérald Darmanin.
A decisão surge quase três semanas depois de Sarkozy ter entrado no estabelecimento prisional. A 21 de outubro, tinha começado a cumprir a pena de prisão de cinco anos.
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Sarkozy foi considerado culpado de conspiração criminosa devido aos esforços de alguns dos seus principais colaboradores para obter financiamento para a sua candidatura presidencial de 2007 junto da Líbia, então sob o regime do falecido ditador Muammar Kadhafi.
Foi a terceira vez que o antigo Presidente foi condenado por crimes relacionados com fraude.
O caso ainda não transitou em julgado, e a Defesa de Sarkozy recorreu da decisão, o que pode levar à suspensão da sua pena.
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Quando conheceu a decisão, Sarkozy considerou-a escandalosa, mais do que pela condenação, mas pelo mandado de prisão que ditou a sua entrada em La Santé.
"Se querem mesmo que eu durma na cadeia, vou dormir na cadeia, mas de cabeça levantada", disse o antigo Presidente francês, declarando-se inocente. "Não vou pedir desculpa por algo que não fiz."