Atentado suicida provoca pelo menos 12 mortos na capital do Paquistão
11 nov, 2025 - 18:42 • Redação, com Reuters
Ministro da Defesa do país acredita que o ataque colocou o país num "estado de guerra". Este é o primeiro capital do Paquistão contra civis em dez anos.
Um bombista suicida matou esta terça-feira, pelo menos, 12 pessoas e feriu 27 na capital do Paquistão, Islamabade, confirmou o ministro do Interior do país, Mohsin Naqvi. O ministro adiantou ainda que o plano inicial era atacar o tribunal local, mas, como não conseguiu entrar no edifício, o homem explodiu na praça da pública da cidade ao lado de uma carrinha policial, pela hora local de almoço.
O ministro da Defesa do país, Khawaja Muhammad Asif, acredita que o ataque colocou o país num "estado de guerra", agravando o cenário de violência. Este é o primeiro capital do Paquistão contra civis em dez anos.
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O Movimento dos Talibãs do Paquistão já reivindicou o ato e, para as autoridades paquistanesas, a prioridade é identificar o homem bombista. Mas já para o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, interessa encontrar responsáveis.
Sharif condenou o ataque, alegando que foi motivado por grupos extremistas baseados no Afeganistão, com apoio da Índia. A explosão de um carro em Nova Deli no dia anterior a este ataque, que provocou oito mortos e vários feridos, alimentou as convicções de Sharif de que foi um ataque com motivações externas ao país.
Contudo, recorde-se que o conflito entre o Paquistão e a Índia não é novo: desde abril deste ano, a nação paquistanesa entrou em confrontos com Cabul, no Afeganistão, e em Nova Deli, na Índia. As intervenções militares foram, entretanto, interrompidas, mas as negociações de paz não ficaram resolvidas com sucesso.
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Islamabad afirmou esta terça-feira, por isso, que os talibãs paquistaneses e outros militantes estão baseados no Afeganistão, com apoio da Índia.
“Estamos totalmente convictos de que o Afeganistão tem de os travar. Caso falhe, não teremos outra opção senão lidar nós próprios com esses terroristas que atacam o nosso país”, disse o ministro do Interior, Mohsin Naqvi, no local do atentado junto ao tribunal.
Em resposta, o Ministério dos Negócios Estrangeiros indiano rejeitou as acusações, descrevendo-as como "alegações sem qualquer fundamento" e apelidando o governo paquistanês como "manifestamente delirante".
A última vez que a capital do Paquistão foi alvo de um atentado suicida foi em janeiro 2022, quando um agente da polícia foi morto e vários outros ficaram feridos. Nos anos seguintes, ocorreram ataques suicidas noutras partes do país, mas em Islamabade.
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