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Web Summit 2025

“Não se matam jornalistas nas ruas”, mas há “erosão democrática em todo o mundo”

11 nov, 2025 - 13:35 • Cristina Nascimento

Editor do New York Times e diretora executiva da rádio pública nos EUA denunciam pressão para dificultar trabalho dos jornalistas.

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O editor do “New York Times” A. G. Sulzberger denuncia a existência do que considera ser “erosão democrática em todo o mundo”. Em causa estão ataques à imprensa em vários pontos do mundo, incluindo nos Estados Unidos da América (EUA).

No palco central da Web Summit, Sulzberger garante que existe essa tendência, classificando-a mesmo como “bastante dramática”.

“O que temos visto repetidamente é que um dos primeiros alvos de um aspirante a ditador é a imprensa”, acrescenta.

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Sulzberger escreveu há cerca de um ano um artigo de opinião intitulado “Como a guerra silenciosa contra a liberdade de imprensa chegou aos Estados Unidos”, visando a administração Trump.

Na cimeira da tecnologia, Sulzberger assegura que o modo de agir não passa por “prender jornalistas ou assassiná-los nas ruas por fazerem o seu trabalho”.

“Trata-se apenas de aumentar sistematicamente a pressão para tornar cada vez mais difícil, e particularmente mais oneroso financeiramente, o trabalho do jornalismo independente, que os aspirantes a ditadores consideram perigoso para a sua capacidade de operar com o máximo de liberdade”, descreve.

O editor do “New York Times”, adianta que ele e os colegas passaram “muito tempo a tentar compreender a Hungria, a Índia, o Brasil, a Polónia e a Turquia”.

“O que foi mais impressionante foi que existe um padrão muito claro”, assegura.

Sulzberger conversava com Katherine Maher, a diretora executiva da rádio pública norte-americana NPR. A NPR foi afetada pela decisão da administração Trump que ditou o corte de financiamento em mais de 1,1 mil milhões de euros.

Além dessa decisão, Maher denuncia ter sido alvo de um ataque por parte de Elon Musk.

“Tivemos [NPR] uma campanha de pressão por parte do homem mais rico do mundo, Elon Musk, que tem sido muito ativo em desacreditar não só a nossa organização, mas a mim especificamente. Acho que houve um dia em que ele ‘twittou’ sobre mim mais de cem vezes a nível pessoal”, remata.

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