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Imigração

Médicos Sem Fronteiras regressam ao Mediterrâneo com novo navio de resgate

12 nov, 2025 - 12:29 • Olímpia Mairos

A tripulação do Oyvon inclui um médico e uma enfermeira, preparados para prestar cuidados de emergência a pessoas com hipotermia, queimaduras por combustível, inalação de fumo e outros ferimentos resultantes de abusos e detenções prolongadas na Líbia.

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Médicos Sem Fronteiras regressam ao Mediterrâneo. Foto: MSF
Médicos Sem Fronteiras regressam ao Mediterrâneo. Foto: MSF
Médicos Sem Fronteiras regressam ao Mediterrâneo. Foto: MSF
Médicos Sem Fronteiras regressam ao Mediterrâneo. Foto: MSF
Médicos Sem Fronteiras regressam ao Mediterrâneo. Foto: MSF
Médicos Sem Fronteiras regressam ao Mediterrâneo. Foto: MSF

A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou esta quarta-feira o relançamento das suas operações de busca e salvamento (SAR) no Mediterrâneo Central, quase um ano após ter sido forçada a encerrar as missões do seu último navio, o Geo Barents.

O novo navio de resgate, Oyvon — que significa “esperança para a ilha” em norueguês — foi remodelado e equipado especialmente para atuar numa das rotas migratórias mais perigosas do mundo. Anteriormente utilizado como navio-ambulância na Noruega, o Oyvon marca o regresso da MSF ao mar com o objetivo de “salvar vidas e prestar assistência médica urgente a migrantes em situação de risco”.

“Como organização médica e humanitária, o nosso compromisso de estar presente no mar e apoiar as pessoas em movimento é inabalável”, afirmou Juan Matias Gil, representante SAR da MSF, citado em comunicado.

Segundo o responsável o regresso visa “cumprir o dever de resgatar aqueles que se encontram em perigo no mar, forçados a embarcar em barcos impróprios para navegar, depois de terem suportado condições deploráveis, detenção, abuso e extorsão na Líbia”

Políticas restritivas levaram à suspensão

A MSF lembra que foi obrigada a interromper as operações do Geo Barents em dezembro de 2024, após mais de dois anos de atividade sob leis e políticas italianas restritivas, como o Decreto Piantedosi e a prática do porto distante.

Estas medidas tornaram inviável a operação do navio, que, apesar de poder transportar até 700 pessoas, era frequentemente forçado a navegar longas distâncias com apenas cerca de 50 sobreviventes a bordo.

Segundo Juan Matias Gil, a escolha de um navio menor e mais rápido representa uma resposta estratégica às restrições impostas pelo governo italiano, que, segundo a MSF, têm como alvo específico os navios de resgate humanitário.

Testemunhos e denúncias de abusos

Além das operações de salvamento, a MSF pretende “documentar as experiências das pessoas que fogem da Líbia, incluindo relatos de interceções violentas no mar pela Guarda Costeira líbia e outros grupos armados”.

“Muitos dos migrantes são forçados a regressar à Líbia, prática considerada uma violação do direito marítimo internacional e dos direitos humanos por tribunais italianos e organismos das Nações Unidas”, salienta a MSF.

A organização alerta para um aumento dos ataques violentos em águas internacionais, contra migrantes e contra navios de resgate humanitário.

A tripulação do Oyvon inclui um médico e uma enfermeira, preparados para prestar cuidados de emergência a pessoas com hipotermia, queimaduras por combustível, inalação de fumo e outros ferimentos resultantes de abusos e detenções prolongadas na Líbia.

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