13 nov, 2025 - 15:01 • Cristina Nascimento
O novo presidente internacional dos Médicos Sem Fronteiras garante que a nova tecnologia traz riscos acrescidos ao trabalho que desenvolvem no terreno.
O relato é feito na Web Summit por Javid Abdelmoneim. Na cimeira da tecnologia em Lisboa, o médico reconhece que há “bons exemplos” de como a inteligência artificial tem sido útil, por exemplo, “mapear surtos epidémicos ou ajudar na resistência aos antibióticos”. No entanto, acrescenta, trouxe “riscos acrescidos”.
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“É uma nova linha de frente”, assegura.
Abdelmoneim deu um exemplo concreto.
“No Haiti, um cenário de conflito entre grupos armados e a polícia, uma mensagem de voz acusava os Médicos Sem Fronteiras de tráfico de órgãos. O que se passa na atmosfera digital, afeta-nos na vida real. As nossas ambulâncias foram atacadas nos dias seguintes”, descreveu.
Nesta conversa, moderada pelo jornalista da Renascença José Pedro Frazão, o presidente internacional da MSF, que tomou posse em setembro, lançou um apelo.
“Precisamos de acesso rápido aos responsáveis das grandes plataformas para remover rapidamente informações e narrativas que sejam manifestamente falsas ou que criem riscos para nós”, pediu.