14 nov, 2025 - 23:30 • Lusa
O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, assinou esta sexta-feira um decreto que elimina as tarifas alfandegárias que o próprio tinha imposto, isentando produtos como café, carne de vaca e frutas exóticas.
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A lista integra produtos que os EUA não conseguem cultivar, ou produzem apenas em quantidade insuficiente face às necessidades, como o café, o chá, as bananas e outras frutas exóticas, ou ainda os pinhões.
Mas há também peças de carne de vaca, embora o preço desta carne tenha alcançado níveis recorde no país.
Em abril, o presidente norte-americano impôs direitos aduaneiros ditos "recíprocos", de pelo menos 10% sobre a maioria dos produtos que entram nos Estados Unidos, em nome da redução do défice comercial do país e do apoio à produção local.
Estes impostos abrangiam até produtos que não podem ser criados em solo americano.
Após uma derrota contundente nas eleições locais, a maioria republicana voltou a colocar a questão do custo de vida no topo das suas prioridades.
Donald Trump tinha sido reeleito garantindo que melhoraria o poder de compra dos americanos. A Casa Branca quis salientar esta semana as medidas tomadas para reduzir os preços de produtos de primeira necessidade, como a gasolina e os ovos, bem como o anúncio de um acordo para reduzir os preços de alguns medicamentos para emagrecer.
O Supremo Tribunal dos Estados Unidos vai analisar(...)
A Casa Branca tinha anunciou nesta quinta-feira a conclusão de acordos comerciais com Argentina, Guatemala, Equador e El Salvador, prevendo taxas mais reduzidas para entrada de certas categorias de produtos destes países no mercado norte-americano.
Em quatro comunicados separados publicados no seu site, a presidência dos Estados Unidos refere que os referidos países latino-americanos beneficiarão de tarifas de importação reduzidas sobre certos produtos, como os agrícolas e têxteis, em troca de uma série de compromissos, incluindo abertura dos seus mercados aos produtos norte-americanos.
Um alto responsável norte-americano citado pela AFP indicou que "se manteriam inalteradas" as tarifas gerais de 10% impostas aos produtos da Guatemala, El Salvador e Argentina, e de 15% aos do Equador, mas que haveria "uma redução" em vários produtos.
O alto funcionário, que pediu anonimato, citou como exemplo as bananas, de que a Guatemala é um fornecedor de peso (41% do total das importações pelos Estados Unidos), além do Equador (19%).
Por outro lado, a Argentina comprometeu-se a abrir o seu mercado ao gado e às aves norte-americanas, bem como a simplificar a entrada de carne de bovino.
Alguns dos acordos anunciados esta sexta-feira garantem também, segundo a referida fonte, o acesso dos Estados Unidos a minerais estratégicos.