15 nov, 2025 - 11:39 • Redação com agências
Os velhos aliados Donald Trump e Marjorie Taylor Greene estão de relações cortadas. Depois de a congressista ter tomado várias posições contrárias às da Casa Branca, e de ter sido bastante crítica sobre gestão que o Presidente norte-americano está a fazer dos ficheiros Epstein, agora é Trump quem assume que não irá apoiar Greene, "a louca", nas primárias.
"Retiro o meu apoio à congressista Marjorie Taylor Greene", escreveu Donald Trump na sexta-feira na rede social Truth Social: "Tudo o que a Maggie Louca faz é reclamar, reclamar, reclamar."
Greene, membro da Câmara dos Representantes, foi durante muito tempo uma defensora feroz de Trump, mas nas últimas semanas assumiu posições contrárias às da Casa Branca. A congressista criticou publicamente a política económica de Donald Trump, acusando-o de não se concentrar no poder de compra dos americanos. No início deste ano, tornou-se também a primeira republicana a falar de genocídio em Gaza.
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Além disso, condenou a forma como o caso Jeffrey Epstein tem sido gerido, a poucos dias de uma votação na Câmara dos Representantes destinada a obrigar a Casa Branca a divulgar os ficheiros relativos ao criminoso sexual.
"Trump está a atacar-me com força para dar o exemplo e assustar os outros republicanos antes da votação da próxima semana para divulgar os ficheiros Epstein", escreveu Marjorie Taylor Greene na rede social X. "É realmente surpreendente ver o quão duramente ele está a lutar para impedir que os ficheiros Epstein venham a público, ao ponto de chegar a este nível."
Na sua mensagem na Truth Social, o Presidente norte-americano disse estar pronto para apoiar outro candidato republicano nas primárias, argumentando que tudo o que vê é a congressista a queixar-se. Acrescentou ainda que o conflito começou depois de lhe ter mostrado uma sondagem que indicava que ela teria poucas hipóteses de vencer uma próxima corrida eleitoral.
"Tudo pareceu começar quando lhe enviei uma sondagem a dizer que não deveria concorrer a senadora ou a governadora — ela estava nos 12% e não tinha hipótese (a menos, claro, que tivesse o meu apoio — que não iria receber!). Disse a muitas pessoas que está chateada por eu já não atender as suas chamadas, mas com 219 congressistas, 53 senadores dos EUA, 24 membros do gabinete, quase 200 países e uma vida normal para levar, não posso atender a chamada de uma lunática em fúria todos os dias", escreveu Trump.
Greene, que até agora evitara criticar Trump diretamente, respondeu na rede X afirmando que ele mentiu: "O Presidente Trump acabou de me atacar e mentiu sobre mim. Eu não lhe telefonei de todo, mas enviei-lhe estas mensagens de texto hoje. Aparentemente foi isto que o fez perder a cabeça."
Além disso, Greene mostrou-se arrependida pelo apoio que deu ao Presidente até à data. "Apoiei o Presidente Trump com demasiado do meu tempo precioso, demasiado do meu próprio dinheiro, e lutei mais por ele — mesmo quando quase todos os outros republicanos lhe viraram as costas e o denunciaram. Mas eu não adoro nem sirvo Donald Trump. Eu adoro Deus, Jesus é o meu salvador, e sirvo o meu distrito e o povo americano."
Na quarta-feira, Greene foi um dos quatros membros do Partido Republicano que se juntaram aos democratas na assinatura de uma petição para forçar uma votação sobre a divulgação integral dos ficheiros do Departamento de Justiça relacionados com Epstein.
Greene tem rejeitado especulações de que se está a posicionar para uma candidatura presidencial em 2028, afirmando estar focada no seu círculo eleitoral no noroeste do estado.
Mundo
Casa Branca chamou pelo menos uma congressista rep(...)
A congressista lamenta ainda o apoio que prestou ao Presidente. "Apoiei o Presidente Trump com demasiado do meu tempo precioso, demasiado do meu próprio dinheiro, e lutei mais por ele — mesmo quando quase todos os outros republicanos lhe viraram as costas e o denunciaram. Mas eu não adoro nem sirvo Donald Trump. Eu adoro Deus, Jesus é o meu salvador, e sirvo o meu distrito e o povo americano."
Na quarta-feira, Greene foi uma das quatro republicanas que se juntaram aos democratas na assinatura de uma petição para forçar uma votação sobre a divulgação integral dos ficheiros do Departamento de Justiça relacionados com Epstein.
No início deste ano, tornou-se a primeira legisladora republicana a classificar a crise humanitária em Gaza como genocídio, outra posição contrária à da Administração Trump.
Greene tem rejeitado especulações de que se está a posicionar para uma candidatura presidencial em 2028, afirmando estar focada no seu círculo eleitoral no noroeste do estado.
"Retiro o meu apoio à 'congressista' Marjorie Taylor Greene", escreveu Donald Trump na sexta-feira, na rede social Truth Social, acrescentando sobre a representante da Geórgia: "Maggie 'a Louca' só reclama, reclama, reclama".
Esta é a primeira rutura significativa no campo MAGA desde o início do segundo mandato de Trump, que até agora tem sido marcado, ao contrário do primeiro, por uma disciplina muito forte em torno do Presidente norte-americano.
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Presidente da BBC enviou uma carta pessoal à Casa (...)
Greene, membro da Câmara dos Representantes, foi durante muito tempo uma defensora feroz de Trump, mas nas últimas semanas assumiu posições contrárias às da Casa Branca. Agora, a congressista criticou publicamente a política económica de Donald Trump, acusando-o de não se concentrar na questão do poder de compra.
Além disso, condenou a gestão do caso Jeffrey Epstein, a poucos dias de uma votação na Câmara dos Representantes que tem como objetivo obrigar a Casa Branca a publicar os arquivos relativos ao criminoso sexual.
"[Donald Trump] ataca-me com força para dar o exemplo e assustar os outros republicanos antes da votação da próxima semana para divulgar os ficheiros Epstein.", reagiu Marjorie Taylor Greene na rede social X. "É realmente surpreendente ver o quão duro ele está a lutar para impedir que os ficheiros Epstein venham a público, ao ponto de chegar a este nível."
Na sua mensagem na Truth Social, o Presidente norte-americano disse estar pronto para apoiar outro candidato ou candidata do Partido Republicano nas primárias, já que tudo o que vê é a congressista a reclamar. E acrescentou que o conflito entre ambos começou depois de lhe ter mostrado uma sondagem indicando que ela teria poucas hipóteses de vencer uma corrida ao Senado ou ao cargo de governadora sem o seu endosso — algo que não pretendia dar.
"Tudo pareceu começar quando lhe enviei uma sondagem a dizer que ela não deveria concorrer a senadora ou governadora — ela estava nos 12% e não tinha hipótese (a menos, claro, que tivesse o meu apoio — que não iria receber!). Ela disse a muitas pessoas que está chateada por já não atender as suas chamadas, mas com 219 congressistas, 53 senadores dos EUA, 24 membros do gabinete, quase 200 países, e uma vida normal para levar, não posso atender a chamada de uma lunática em fúria todos os dias", escreveu Trump.
Greene, que até agora evitara criticar Trump diretamente, respondeu na rede X afirmando que ele mentiu. "O Presidente Trump acabou de me atacar e mentiu sobre mim. Eu não lhe telefonei de todo, mas enviei estas mensagens de texto hoje. Aparentemente foi isto que o fez perder a cabeça."