15 nov, 2025 - 20:14 • Reuters
A republicana Marjorie Taylor Greene acusou este sábado Donald Trump de colocar a sua vida em perigo, afirmando que as críticas publicadas online pelo Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) desencadearam uma onda de ameaças contra a congressista.
Greene, notória e fervorosa apoiante de Trump, tem adotado recentemente posições contrárias às do Presidente, nomeadamente sobre a subida de preços e o caso Epstein. Este sábado, disse ter sido contactada por empresas de segurança privada com alertas sobre a sua segurança.
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"Historicamente, a retórica agressiva contra mim leva a ameaças de morte e múltiplas condenações de homens que foram radicalizados pelo mesmo tipo de retórica que está a ser dirigida a mim agora", escreveu Greene, membro da Câmara dos Representantes dos EUA pela Geórgia, na rede social X (antigo Twitter). "Desta vez, pelo Presidente dos Estados Unidos."
Na sexta-feira à noite, Trump rompeu com Greene de forma devastadora nas redes sociais, referiu-se à congressista como "louca" e "lunática delirante", que reclamou por ele não atender as chamadas dela. Trump continuou as críticas este sábado com mais publicações, chamando-a de "congressista insignificante", "traidora" e "vergonha" para o Partido Republicano.
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Na primeira resposta, publicada na sexta-feira, Greene acusou Trump de mentir e de tentar intimidar outros republicanos antes da votação na Câmara dos Representantes na próxima semana, sobre a divulgação de arquivos relacionados ao falecido Jeffrey Epstein, um criminoso sexual condenado que era amigo de Trump nas décadas de 1990 e 2000, antes de (alegadamente) se desentenderem.
Este sábado, Greene escreveu que agora tem uma "pequena compreensão" do medo e da pressão sentidos pelas vítimas de Epstein.
"Como republicana, que vota esmagadoramente a favor dos projetos de lei e da agenda do presidente Trump, a agressão dele contra mim, que também alimenta a natureza venenosa dos seus trolls radicais da internet (muitos dos quais são pagos), é completamente chocante para todos", escreveu.
A Casa Branca não respondeu às perguntas da Reuters sobre a publicação de Marjorie Taylor Greene.
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Greene foi uma dos apenas quatro republicanos da Câmara que se juntaram, na quarta-feira, aos democratas na assinatura de uma petição para forçar uma votação sobre a divulgação completa dos arquivos do Departamento de Justiça relacionados a Epstein.
Trump classificou o alvoroço em torno de Epstein, que morreu em uma cela de prisão em 2019, como uma farsa propagada pelos democratas.
Na publicação na rede Truth Social, detida pelo próprio, Trump sugeriu que os eleitores conservadores no distrito de Greene podem considerar um desafiante nas primárias, e que ele apoiaria o candidato certo contra ela na eleição para o Congresso do ano que vem.
A reação negativa online por parte dos apoiantes de Trump não é incomum. Os influenciadores de direita e personalidades conservadoras tornaram-se uma força poderosa na internet, amplificando argumentos e alegações falsas e tentando desacreditar os rivais de Trump.