Plano Trump avança: Conselho de Segurança da ONU aprova força internacional para Gaza
17 nov, 2025 - 22:40 • Fábio Monteiro com Reuters
O Conselho de Segurança da ONU aprovou a resolução dos Estados Unidos que define os contornos da força internacional de estabilização para Gaza. O Hamas rejeita o plano, acusando-o de ignorar os direitos palestinianos.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou esta segunda-feira a resolução proposta pelos Estados Unidos que estabelece o mandato da Força Internacional de Estabilização para Gaza, parte do plano de cessar-fogo promovido por Donald Trump.
A proposta foi aprovada com 13 votos a favor, duas abstenções (incluindo a da Rússia) e nenhum voto contra.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui.
A força internacional terá como missão garantir a segurança em Gaza, supervisionar a desmilitarização do território, proteger civis e escoltar ajuda humanitária através de corredores seguros.
Segundo a resolução, esta força será composta por países de maioria muçulmana, incluindo a Indonésia e o Azerbaijão, e atuará sob um comando unificado.
A resolução prevê ainda a criação de uma administração transitória e de um fundo fiduciário, gerido pelo Banco Mundial, para financiar a reconstrução de Gaza. A presença israelita deverá ser gradualmente retirada, sendo substituída por uma força policial previamente aprovada.
Durante a apresentação da proposta, o representante norte-americano na ONU, Mike Waltz, descreveu a resolução como “um plano ousado e pragmático” e destacou que o texto resulta de “esforços diplomáticos conjuntos entre o Qatar, Egipto, Arábia Saudita, Paquistão, Indonésia e Turquia”.
O Hamas rejeitou a resolução, alegando que esta “não responde aos direitos e exigências do povo palestiniano e procura impor uma tutela internacional sobre a Faixa de Gaza, algo rejeitado pelos palestinianos e pelas fações da resistência”.
Em comunicado, o grupo acrescentou que “atribuir à força internacional tarefas e funções dentro da Faixa de Gaza, incluindo o desarmamento da resistência, retira-lhe qualquer neutralidade e transforma-a numa parte do conflito a favor da ocupação”.
- Noticiário das 9h
- 18 jun, 2026








