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Guerra na Ucrânia

Ataque russo mata pelo menos 25 pessoas em prédios na Ucrânia

19 nov, 2025 - 15:35 • João Pedro Quesado Reuters

Há três crianças entre os mortos do ataque no oeste da Ucrânia. 25 pessoas ainda estão desaparecidas, e a Polónia acionou vários caças para proteger o espaço aéreo.

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Pelo menos 25 pessoas morreram num ataque com drones e mísseis russos durante a noite desta quarta-feira, que atingiu prédios residenciais na cidade de Ternopil, no oeste da Ucrânia, segundo as autoridades locais.

Cerca de 80 pessoas ficaram feridas depois de a Rússia lançar 476 drones e 48 mísseis contra a Ucrânia, atingindo infraestruturas de energia e transporte, e provocando cortes de emergência no fornecimento elétrico em várias regiões onde as temperaturas estão baixas.

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Os andares superiores de um prédio residencial em Ternopil foram destruídos no ataque. "Parece que, do nono ao primeiro andar, uma lava incandescente engolfou o nosso povo. Eles não tiveram tempo de escapar dos seus apartamentos porque tudo estava em chamas", disse o ministro do Interior, Ihor Klymenko, à televisão.

Três crianças estão entre os mortos. O número de vítimas fatais pode aumentar, com cerca de 25 pessoas ainda desaparecidas.

Oksana Kobel tinha esperança de que o seu filho, num apartamento no nono andar quando o ataque ocorreu, fosse encontrado com vida. "Fui trabalhar e ouvi as explosões. Liguei para ele e disse: 'Bohdan, vá para o abrigo, vista-se'. Ele respondeu: 'Mãe, já estou acordado, tudo vai ficar bem'".

A Polónia, membro da NATO que faz fronteira com a Ucrânia ocidental, fechou temporariamente os aeroportos de Rzeszów e Lublin, no sudeste do país, e acionou aeronaves polacas e aliadas como medida de precaução para proteger o espaço aéreo.

Zelensky pede mais pressão sobre a Rússia

A Rússia lançou o ataque enquanto o presidente Volodymyr Zelensky viajava para a Turquia, para um encontro destinado a reativar as negociações de paz com a Rússia, após uma breve viagem pelas capitais europeias.

Zelensky instou os aliados a aumentar a pressão sobre a Rússia para que esta ponha fim à guerra na Ucrânia, que já dura há quase quatro anos, inclusive fornecendo a Kiev mais mísseis de defesa aérea.

"Cada ataque descarado contra a vida normal mostra que a pressão sobre a Rússia é insuficiente. Sanções eficazes e assistência à Ucrânia podem mudar isso", disse o chefe de Estado na rede social X. O ministro dos Negócios Estrangeiros assegurou que a Ucrânia "trará o horrível assassinato cometido pela Rússia... para o centro das atenções na reunião de amanhã do Conselho de Segurança da ONU".

A infraestrutura energética foi afetada em sete regiões da Ucrânia, segundo as autoridades. Foram impostas restrições ao consumo de energia a consumidores em todo o país.

Uma testemunha da Reuters na cidade de Lviv, no oeste do país, relatou ter ouvido explosões, e a cidade de Kharkiv, no noroeste, foi atingida por disparos. Os moradores procuraram abrigo em estações de metro em Kiev.

A Rússia, que nega ter atacado civis deliberadamente, afirmou ter lançado ataques aéreos em resposta ao que chamou de "ataques terroristas" em território russo. Segundo o país, as forças ucranianas dispararam quatro mísseis ATACMS, de fabrico norte-americano, contra a cidade de Voronezh, no sul da Rússia.

O exército ucraniano afirmou, na terça-feira, ter atacado alvos militares na Rússia com mísseis.

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