Brasil
Bolsonaro alega que medicamentos provocaram “paranoia” e por isso tentou tirar pulseira eletrónica
23 nov, 2025 - 16:58 • Reuters
O ex-presidente brasileiro permanece detido por decisão do Supremo Tribunal Federal.
O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro afirmou ter sofrido um episódio de “paranoia” induzida por medicamentos que o levou a tentar retirar a sua pulseira eletrónica, segundo um documento judicial obtido pela Reuters. A declaração surge um dia depois de a Polícia Federal o deter por risco de fuga.
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A ordem de detenção foi emitida no sábado pelo juiz do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que considerou que uma vigília de apoiantes planeada para acontecer frente à casa de Bolsonaro poderia comprometer a vigilância da sua prisão domiciliária. O magistrado citou ainda um relatório policial que indicava que a pulseira eletrónica tinha sido manipulada.
Durante a audiência de custódia realizada este domingo, Bolsonaro negou qualquer intenção de fugir ou de remover o dispositivo, alegando que teve uma “alucinação” de que existia um fio no interior da pulseira, o que o levou a mexer no equipamento.
Apesar da explicação, o juiz responsável pela audiência decidiu manter a detenção, justificando que todas as normas legais foram respeitadas no momento da prisão.
A defesa de Bolsonaro ainda não comentou a decisão, enquanto o caso continua a aumentar a tensão política no país.
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