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"Não nos convém". Rússia rejeita alterações europeias ao plano de paz para a Ucrânia

24 nov, 2025 - 20:47 • Lusa

"Não existe um acordo concreto sobre um encontro entre representantes russos e norte-americanos" sobre o plano de paz proposto pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o conselheiro presidencial russo para os assuntos internacionais, Yuri Ushakov.

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A Rússia rejeitou esta segunda-feira as modificações introduzidas pelos países europeus ao plano de paz para a Ucrânia proposto pelos Estados Unidos da América (EUA).

"Tomámos conhecimento do plano europeu que, à primeira vista, é absolutamente não construtivo, não nos convém", disse o conselheiro presidencial russo para os assuntos internacionais, Yuri Ushakov, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

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Apresentado na semana passada, o plano foi bem acolhido pelo Kremlin por contemplar grande parte das exigências que têm sido feitas pelo Presidente Vladimir Putin para acabar com a guerra. A presidência russa disse que o plano estava em linha com o que Putin discutiu com o homólogo norte-americano, Donald Trump, em agosto na cimeira do Alasca.

O plano de Trump, que foi divulgado a meios de comunicação social norte-americanos, inclui a redução do exército para um máximo de 600 mil efetivos ou a cedência à Rússia de territórios que não foram conquistados militarmente por Moscovo.

Vários dirigentes europeus consideraram o plano como uma base para negociar, mas defenderam que necessita de modificações ou, em todo o caso, de mais elaboração.

Delegações da Ucrânia e dos Estados Unidos reuniram-se no fim de semana na cidade suíça de Genebra para discutir o plano, de que saiu uma nova proposta, cujos termos não foram divulgados.

Citando meios de comunicação social ocidentais, a agência russa Ria Novosti noticiou que a União Europeia (UE) propôs que a Ucrânia mantivesse uma força de 800 mil efetivos, em vez dos 600 mil previstos no plano de Trump.

"Segundo algumas fontes, o plano europeu inclui uma proibição do destacamento de forças da NATO na Ucrânia em tempo de paz, enquanto, segundo outras, a decisão sobre a presença de tropas estrangeiras permanece com Kiev", escreveu a Ria Novosti.

Ushakov disse aos jornalistas que o Kremlin só conhece a versão inicial do plano de Trump. "Mas ninguém realizou quaisquer negociações específicas com representantes russos sobre este assunto", esclareceu o conselheiro de Putin para as questões de política internacional.

O diplomata considerou lógico que os norte-americanos em seguida contactem Moscovo para "começar a discussão de maneira presencial". "Sabemos que há certos sinais nesse sentido, mas não existe um acordo concreto sobre um encontro entre representantes russos e norte-americanos", assinalou.

O Kremlin não recebeu propostas sobre "quem e quando tenciona" deslocar-se a Moscovo para conversações, disse Ushakov, citado pela EFE, adiantando que muitas das cláusulas do plano enviado ao Kremlin pareciam "totalmente aceitáveis" para Moscovo, mas outras requeriam "uma discussão e uma análise o mais pormenorizada possível entre as partes".

Admitiu que o plano, a que chamou de "espécie de projeto", será objeto de revisões e modificações do lado russo, "como, "muito provavelmente, do lado ucraniano, e dos lados norte-americano e europeu".

"Este é um assunto muito sério", disse aos jornalistas em Moscovo.

O plano que Washington apresentou a Moscovo rejeitava categoricamente o ingresso da Ucrânia na NATO, enquanto a nova versão deixa espaço para uma decisão consensual dos países membros da Aliança Atlântica, segundo a EFE. Além disso, obrigava a Ucrânia a abandonar todo o Donbass (Donetsk e Lugansk, leste), quando as tropas de Kiev ainda controlam cerca de 20% do território da região de Donetsk.

Ambas as propostas não contemplam uma declaração de um cessar-fogo até que os dois lados aceitem o plano de paz, ainda de acordo com a agência espanhola.

Os Estados Unidos e a Ucrânia informaram num comunicado conjunto após as conversações realizadas no domingo em Genebra que elaboraram "um quadro de paz atualizado e aperfeiçoado".

"Qualquer acordo futuro deve respeitar plenamente a soberania da Ucrânia e alcançar uma paz justa e sustentável", disseram no comunicado.

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  • EUP
    25 nov, 2025 Eup 11:15
    É a UE acabar de vez com os bloqueios, entregar a totalidade dos fundos russos - sob supervisão, para não haver cambalachos - à Ucrânia e os países Europeus que contam - Alemanha, França, Inglaterra, Polónia, Suécia, Finlandia - entregarem à Ucrânia metade das reservas de guerra em armas e munições que têm a ganhar pó nos depósitos, enquanto poem a indústria bélica Europeia a trabalhar a toda a força para repor os stocks. As verdadeiras conversações, só começam numa de 3 hipóteses: a Europa - porque com os EUA de Trump não se pode contar - sair do sofá e mostrar-se disposta a por botas no terreno mesmo que seja na retaguarda, enquanto as forças ucranianas que defendiam essas posições são libertadas para a linha da frente, obviamente com as armas nucleares de França e Inglaterra em prontidão de ataque, a Ucrânia aparecer um dia na posse de armas nucleares e aí a conversa é já entre potências nucleares, logo, a Rússia deixava de brincar como até aqui, ou a Ucrânia receba uma torrente tal de armas e munições que comece a fazer recuar as hordas russas depois de ser bem sucedida a destruir as plataformas russas de lançamento de misseis e levar a guerra a Moscovo e São Petersburgo com destruição de monta. Só aí haverá negociações de jeito
  • Nunca?
    24 nov, 2025 Euro 21:25
    Mas alguém acreditava que os Russos iam aceitar algum plano de paz que se afastasse do ultimato inaceitável que eles propuseram desde o início da Guerra!? Por isso digo: entreguem sem demora à Ucrânia, a totalidade dos fundos russos cativados, assim como pelo menos metade das reservas de guerra em armas e munições que os Países Europeus têm nos depósitos a ganhar pó, quando podem ser de grande utilidade nas mãos do exército Ucraniano. E ponham a industria militar europeia a trabalhar em força para repor esses stocks. A guerra só acaba, quando Putin perceber que não vai deitar a mão a mais nada na Ucrânia, e pelo contrário, pode é começar a perder alguma coisa daquilo a que deitou a mão.

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