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Guerra na Ucrânia

Starmer diz que caminho para a paz na Ucrânia ainda é longo e difícil

25 nov, 2025 - 15:43 • Lusa

O primeiro-ministro britânico afirmou hoje que o caminho para a resolução do conflito na Ucrânia é ainda longo e difícil, momentos antes de uma reunião dos países aliados de Kiev.

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O primeiro-ministro britânico afirmou esta terça-feira que o caminho para a resolução do conflito na Ucrânia é ainda longo e difícil, momentos antes de uma reunião dos países aliados de Kiev.

"Ainda há um longo caminho a percorrer e o caminho será difícil, mas estamos mais determinados do que nunca a defender esta causa e a fazer avançar este processo", afirmou Keir Starmer na Câmara dos Comuns.

Estas declarações surgem no mesmo dia em que se vai realizar uma reunião por videoconferência entre a chamada Coligação de Vontades" que reúne vários países aliados da Ucrânia.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reuniu-se já com o chanceler alemão, Friedrich Merz, tendo abordado os esforços ucranianos para terminar o conflito com Moscovo e também a reunião entre os aliados. "Abordámos igualmente a ordem de trabalhos da reunião de hoje da Coligação dos Dispostos, que será co-presidida pela Alemanha", escreveu o líder ucraniano na rede social X.

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, também participa por videoconferência na reunião, pelas 15h00, disse à Lusa fonte do seu gabinete.

Também o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, vai marcar presença na reunião dos aliados de Kiev, copresidida pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, e Starmer.

Ucrânia terá aceitado acordo

A reunião ocorrerá num contexto em que os meios de comunicação norte-americanos noticiaram esta terça-feira que o lado ucraniano alegadamente aceitou um acordo de paz para o conflito.

"Os ucranianos concordaram com o acordo de paz" e existem somente "alguns pequenos pormenores a resolver", afirmou um responsável norte-americano citado, sem ser identificado, pela estação CBS.

Neste momento uma delegação norte-americana liderada pelo secretário do Exército, Dan Driscoll, está em Abu Dhabi a negociar com uma delegação russa o acordo de paz para a Ucrânia. Este encontro surgiu após um fim de semana de negociações em Genebra sobre o plano de 28 pontos do Presidente norte-americano, Donald Trump, entre ucranianos, norte-americanos e europeus.

Trump pareceu regozijar-se na segunda-feira com o resultado do encontro em Genebra.

"Será realmente possível que grandes progressos estejam a ser feitos nas negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia? Acreditem apenas no que veem, mas algo de bom poderá muito bem acontecer", escreveu nas redes sociais.

Em Genebra, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, tinha-se manifestado "muito otimista" sobre a possibilidade de concluir "muito rapidamente" um acordo sobre a Ucrânia.

"Os pontos que permanecem em aberto não são intransponíveis", afirmou sobre as conversações de domingo.

Já esta manhã de terça-feira, o principal negociador ucraniano, Rustem Umerov, admitiu uma deslocação de Zelensky aos Estados Unidos ainda este mês, para conversações sobre o plano.

"Ansiamos por organizar a visita do Presidente da Ucrânia aos Estados Unidos o quanto antes, em novembro, para finalizar as etapas restantes e alcançar um acordo com o Presidente Trump", escreveu Umerov nas redes sociais.

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  • Duvido
    25 nov, 2025 Muito 17:39
    Não acredito que tenham aceite o plano de paz, pelo menos o que transpirou para a Imprensa. Nem Zelensky, mesmo que quisesse e ele já disse que não quer, podia ultrapassar o parlamento e a Constituição ucraniana e ceder uma polegada de território ucraniano que fosse. Ou isto é desinformação, ou estão a falar de outro plano. Ou é mentira, pura e simplesmente.

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