Estados Unidos
Suspeito de ataque em Washington trabalhou com a CIA no Afeganistão
27 nov, 2025 - 23:53 • Redação, com Reuters
Suspeito afegão ajudou a proteger as forças americanas no aeroporto de Cabul, quando milhares tentavam fugir dos talibãs. Entre os 77 mil afegãos recebidos, o suspeito viajou para os EUA há quatro anos.
O afegão Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, acusado de ter disparado nesta quarta-feira contra dois membros da Guarda Nacional nas imediações da Casa Branca, em Washington, trabalhou ao lado da Agência Central de Inteligência norte-americana (CIA) no Afeganistão.
A parceria aconteceu até emigrar há quatro anos para os Estados Unidos da América (EUA), confirmaram as autoridades.
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O Presidente norte-americano anunciou esta quinta-feira à noite a morte de um dos militares. Sarah Beckstrom tinha 20 anos e era natural da Virgínia Ocidental.
"Sarah Beckstrom da Virgínia Ocidental, um dos guardas de que estamos a falar, altamente respeitada, jovem, uma pessoa magnífica. Ela morreu. Já não está connosco", declarou Donald Trump.
O outro guarda nacional, que também pertence às tropas da Virgínia Ocidental, é um homem de 24 e permanece internado em estado crítico.
A 31 de agosto de 2021, o então Presidente dos EUA Joe Biden retirou das forças militares norte-americanas do Afeganistão após anos de presença naquele país, na sequência dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e da ofensiva contra a Al-Qaeda.
Com o fim da ofensiva, os EUA ainda criaram o programa "Operation Allies Welcome" ("Operação Bem-Vindos Aliados", em português) que oferecia proteções especiais de imigração para a população afegã.
Entre os 77 mil afegãos recebidos, Lakanwal foi um dos beneficiados pela iniciativa, viajou para os EUA e recebeu o estatuto de asilo político em abril de 2025, já sob a administração do atual Presidente Donald Trump.
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Numa conferência de imprensa nesta quinta-feira, o diretor do FBI, Kash Patel, e a procuradora do distrito de Columbia, Jeanine Pirro, garantiram que o suspeito "tinha uma relação no Afeganistão com forças parceiras", dez anos antes de se mudar para os EUA. Lakanwal era especialista em rastreadores GPS.
O afegão ajudou a proteger as forças americanas no aeroporto de Cabul, capital do Afeganistão, quando milhares tentavam fugir antes de os talibãs assumirem as rédeas do país, contou um antigo comandante militar e colega do suspeito ao correspondente da BBC no Afeganistão.
"A administração Biden justificou trazer o alegado atirador para os Estados Unidos da América em setembro de 2021 devido ao seu trabalho prévio com o Governo dos EUA, incluindo a CIA, como membro de uma força parceira em Kandahar (a segunda maior cidade do Afeganistão)", afirmou à CBS o diretor da CIA, John Ratcliffe.
Porém, o diretor do FBI classifica o ataque em Washington como um "ato terrorista internacional".
"O suspeito no ataque horrífico de ontem está no nosso país pela retirada desastrosa das tropas americanas do Afeganistão no mandato de Biden e do falhanço total de autorizar a entrada de milhares afegãos na América", afirmou Patel numa conferência de imprensa.
Já a procuradora Pirro sublinhou a convicção de que o ataque foi premeditado e "direcionado", porque Lakanwal dirigiu-se fez uma viagem de mais de 4.500 quilómetros de carro até Washington DC. Ou seja, o suspeito atravessou todo o país para conduzir o ataque.
O "green card" para o suspeito, ou seja, o documento que completa o estatuto de asilo no país ainda está a ser analisado desde 2024, confirmou ao jornal norte-americano um responsável da Segurança Interna.
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Os Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA comunicaram na noite desta quarta-feira que iriam "aguardar por uma nova revisão dos protocolos de segurança e de verificação de antecedentes". Para além disso, reforçaram as tropas que rodeiam a Casa Branca com mais dois mil soldados.
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- 08 jun, 2026









