01 dez, 2025 - 20:26 • Marco Ramos Jardim, correspondente da Renascença na Venezuela
O jornal norte-americano “Miami Herald” noticiou esta segunda-feira que Donald Trump terá apresentado um ultimato ao presidente venezuelano, exigindo a sua saída imediata do poder. O episódio terá ocorrido após uma chamada telefónica entre o presidente dos Estados Unidos e Nicolás Maduro.
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Segundo o mesmo jornal, Maduro recusou o pedido e terá colocado como condição a concessão de uma amnistia para si e para os seus aliados. A exigência não terá sido aceite por Trump, aumentando ainda mais a tensão no país sul-americano.
A instabilidade política já teve repercussões diretas na comunidade portuguesa residente na Venezuela.
O jornalista Marco Ramos Jardim, do “Correio da Venezuela”, em serviço especial para a Renascença, relata que várias associações e clubes portugueses suspenderam as habituais atividades festivas de final de ano, por razões de segurança.
"Temos as Academias do Bacalhau e outras associações que suspenderam suas atividades e outros que mudaram a data pela situação de tensão que temos agora", contou o correspondente, a partir de Caracas.
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A embaixada de Portugal e os consulados em Caracas e Valência disponibilizaram números de emergência e contactos diretos com a comunidade luso-venezuelana, através das suas plataformas digitais.
Também a escassez de voos está a preocupar muitos portugueses na Venezuela, especialmente numa altura em que é tradicional viajar para Portugal para passar o Natal.
"Muitos de nossos conterrâneos estão à procura de voos ou alternativas de chegar até Curação, Colômbia e Brasil, e depois chegar à terra, na Venezuela", descreve Marco Ramos Jardim, sublinhando ainda o impacto que esta situação poderá ter nas relações entre os dois países.
Recorde-se que continuam suspensos os voos da TAP e de várias outras companhias aéreas com destino ou origem na Venezuela, dificultando a mobilidade de famílias portuguesas e o funcionamento regular das comunidades locais.
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