Ouvir
  • Noticiário das 6h
  • 08 jun, 2026
A+ / A-

Vítimas de minas terrestres atingem máximo de quatro anos devido a conflitos na Síria e Myanmar

01 dez, 2025 - 19:53 • Fábio Monteiro com Reuters

As vítimas de minas terrestres e engenhos não detonados ultrapassaram as seis mil em 2024, o número mais alto desde 2020. A maioria dos casos ocorreu na Síria e em Myanmar e quase 90% das vítimas eram civis.

A+ / A-

As mortes e feridos causados por minas terrestres e outros engenhos explosivos atingiram um novo pico em 2024, impulsionados pelos conflitos em curso na Síria e em Myanmar. O número total de vítimas ultrapassou as seis mil, segundo o relatório Landmine Monitor 2025, divulgado esta segunda-feira em Genebra.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui.

O relatório contabiliza 1.945 mortos e 4.325 feridos, o total anual mais elevado desde 2020.

Quase 90% das vítimas eram civis, incluindo um número significativo de mulheres e crianças. Myanmar registou mais de dois mil incidentes, o número mais alto a nível mundial, devido ao uso crescente de minas por forças estatais e grupos armados não estatais.

Na Síria, a queda do antigo Presidente Bashar al-Assad trouxe o regresso de civis a zonas perigosas, agora marcadas por engenhos explosivos não detonados. A situação agravou-se em 2024 com o aumento da circulação de pessoas em áreas anteriormente isoladas.

O relatório alerta ainda para a fragilização do Tratado de Proibição de Minas Antipessoais, conhecido como Convenção de Ottawa. Estónia, Finlândia, Letónia, Lituânia e Polónia estão a preparar a saída do acordo, invocando ameaças crescentes da Rússia.

A Ucrânia já formalizou a sua retirada a 29 de junho. A Rússia e Myanmar nunca assinaram a convenção.

Ouvir
  • Noticiário das 6h
  • 08 jun, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque