Vítimas de minas terrestres atingem máximo de quatro anos devido a conflitos na Síria e Myanmar
01 dez, 2025 - 19:53 • Fábio Monteiro com Reuters
As vítimas de minas terrestres e engenhos não detonados ultrapassaram as seis mil em 2024, o número mais alto desde 2020. A maioria dos casos ocorreu na Síria e em Myanmar e quase 90% das vítimas eram civis.
As mortes e feridos causados por minas terrestres e outros engenhos explosivos atingiram um novo pico em 2024, impulsionados pelos conflitos em curso na Síria e em Myanmar. O número total de vítimas ultrapassou as seis mil, segundo o relatório Landmine Monitor 2025, divulgado esta segunda-feira em Genebra.
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O relatório contabiliza 1.945 mortos e 4.325 feridos, o total anual mais elevado desde 2020.
Quase 90% das vítimas eram civis, incluindo um número significativo de mulheres e crianças. Myanmar registou mais de dois mil incidentes, o número mais alto a nível mundial, devido ao uso crescente de minas por forças estatais e grupos armados não estatais.
Na Síria, a queda do antigo Presidente Bashar al-Assad trouxe o regresso de civis a zonas perigosas, agora marcadas por engenhos explosivos não detonados. A situação agravou-se em 2024 com o aumento da circulação de pessoas em áreas anteriormente isoladas.
O relatório alerta ainda para a fragilização do Tratado de Proibição de Minas Antipessoais, conhecido como Convenção de Ottawa. Estónia, Finlândia, Letónia, Lituânia e Polónia estão a preparar a saída do acordo, invocando ameaças crescentes da Rússia.
A Ucrânia já formalizou a sua retirada a 29 de junho. A Rússia e Myanmar nunca assinaram a convenção.
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