02 dez, 2025 - 23:13 • Redação
O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que "não viu sobreviventes" antes do segundo ataque a uma embarcação suspeita de tráfico de droga nas Caraíbas, ocorrido a 2 de setembro e que resultou em duas mortes.
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Segundo relatos iniciais, o primeiro ataque deixou dois sobreviventes a bordo do barco em chamas. Horas depois, uma segunda investida, ordenada pelo almirante Frank Bradley, terá provocado a morte desses indivíduos, levantando dúvidas sobre o respeito pelas convenções internacionais de guerra.
Durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, Hegseth defendeu-se dizendo que acompanhou o primeiro ataque “em directo”, mas que depois passou para outro compromisso.
“Não vi sobreviventes. Aquilo estava a arder e explodiu… não se via nada. Chama-se névoa da guerra”, declarou.
O responsável norte-americano afirmou ainda que só soube da decisão de Bradley “umas horas mais tarde”, mas considerou que foi a “decisão certa”.
Desde o início de setembro, mais de 80 pessoas morreram em ataques semelhantes nas Caraíbas e no Pacífico Leste. A Administração Trump tem justificado as acções como medidas de autodefesa contra o tráfico de droga.
Frank Bradley, à data comandante das Operações Especiais Conjuntas dos EUA, foi promovido um mês depois do incidente e é agora responsável máximo pelo Comando de Operações Especiais. A sua audição no Congresso está agendada para esta semana.