02 dez, 2025 - 22:05 • Ricardo Vieira, com Reuters
A solução para a guerra na Ucrânia não ficou mais próxima, declarou esta terça-feira um dos negociadores russos após uma reunião, em Moscovo, entre enviados do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o chefe de Estado russo, Vladimir Putin.
"Não estamos mais perto de resolver a crise na Ucrânia e ainda há muito trabalho para fazer", declarou Yuri Ushakov, assessor de Putin para questões externas.
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O Presidente russo, Vladimir Putin, recebeu esta terça-feira, no Kremlin, o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, e o genro deste, Jared Kushner, para discutir possíveis vias para pôr fim ao conflito mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Guerra na Ucrânia
A Rússia não quer, mas está pronta para combater e(...)
Os EUA apresentaram o seu plano, mas as duas partes não conseguiram alcançar um compromisso sobre a questão das disputas territoriais na Ucrânia, um dos dossiers mais complicados para um acordo de paz, revelou Yuri Ushakov, citado pela agência Reuters.
Putin e a delegação norte-americana também discutiram a possibilidade de cooperação económica entre a Rússia e os Estados Unidos, adiantou o assessor do Presidente russo.
A conversa entre Putin e Witkoff foi "útil, construtiva e significativa" e os contactos entre os Estados Unidos e a Rússia vão continuar, referiu Ushakov.
Antes do encontro, Putin avisou esta terça-feira a Europa de que enfrentaria uma derrota rápida caso entrasse em guerra com a Rússia, rejeitando também as contrapropostas europeias sobre a Ucrânia por serem absolutamente inaceitáveis para Moscovo.
"Se a Europa quer guerra, a Rússia está pronta agora", disse Vladimir Putin, durante uma conferência de imprensa.
"Quando supostamente tentam fazer alterações às propostas de Trump, todas essas alterações visam apenas uma coisa: bloquear completamente todo o processo de paz", disse o Presidente russo aos jornalistas. Aliás, Putin considerou que os líderes europeus sabem perfeitamente que essas mudanças são "absolutamente inaceitáveis".
Por seu lado, o Papa defendeu a importância da participação da Europa nas negociações para acabar com a guerra na Ucrânia e para que seja alcançada uma "paz justa".