02 dez, 2025 - 19:44 • Reuters
O Presidente norte-americano, Donald Trump, que fez do combate às drogas ilegais uma prioridade, concedeu um perdão ao antigo Presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, libertando-o de uma pena de 45 anos por conspiração para importar toneladas de cocaína para os Estados Unidos.
Trump assinou o perdão na noite de segunda-feira, confirmou um responsável da Casa Branca.
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O Gabinete Federal de Prisões libertou Hernández da prisão de Hazelton, na Virgínia Ocidental, no mesmo dia.
Juan Orlando Hernandez não tem qualquer ligação aos cartéis de droga, declarou esta terça-feira a mulher, em conferência de imprensa.
"Foi uma caça às bruxas, afirmou Ana Garcia, em declarações aos jornalistas em Tegucigalpa, capital das Honduras.
Embora alguns conservadores nos EUA, incluindo Roger Stone, aliado de Trump, tivessem pressionado pela libertação de Hernández, não ficou claro o que — ou quem — levou Trump a emitir o surpreendente perdão.
O Presidente norte-americano tem invocado os perigos do tráfico ilícito oriundo da América Latina como justificação para uma série de ataques mortais dos EUA contra embarcações nas Caraíbas e no Pacífico oriental, bem como para um reforço militar junto à Venezuela.
Democratas e especialistas em direito têm criticado esses ataques e questionado a sua fundamentação legal, salientando que já causaram a morte de pelo menos 80 pessoas.
Durante a administração Biden, o Departamento de Justiça dos EUA sustentou que Hernández — que governou de 2014 a 2022 — abusou do seu poder ao aceitar milhões de dólares em subornos de traficantes para proteger carregamentos de cocaína com destino aos EUA e para consolidar a sua ascensão na política hondurenha. Um júri de Manhattan declarou Hernández culpado em março de 2024.