Acidente
MH370. Mais de dez anos depois, retomadas buscas pelo misterioso avião desaparecido
03 dez, 2025 - 13:00 • João Malheiro
Trata-se do acidente de um avião desaparecido mais mortal de sempre. Até hoje, não há uma explicação clara para o que aconteceu ao voo. Duas investigações já foram efetuadas ao caso, sem que qualquer uma tenha tido sucesso.
Vão ser retomadas as buscas pelo avião desaparecido no voo 370 da Malasyia Airlines (MH370), há 11 anos, sem qualquer explicação aparente.
Trata-se do acidente de um avião desaparecido mais mortal de sempre, com 227 passageiros e 12 tripulantes a serem presumidos mortos, sem que haja, até agora, qualquer sinal de restos mortais.
O voo partiu a 8 de março de 2014 da Malásia, com destino a Pequim, capital da China. A maioria dos passageiros eram chineses, de resto, e o seu desaparecimento provocou forte consternação e críticas por parte das famílias, que até hoje procuram um desfecho para o seu luto.
Cerca de 40 minutos depois de ter descolado, o MH370 foi contactado com sucesso pelo controlo de tráfego aéreo. No entanto, poucos minutos depois, o voo sumiu dos radares e desapareceu totalmente do raio de abrangência. Acredita-se que tenha viajado para sul do Oceano Índico, completamente fora da rota prevista.
Até hoje, não há uma razão clara para o avião ter desaparecido. Sabe-se que o avião desviou-se do seu percurso oficial, a meio da viagem, manualmente. Não está descartada uma eventual ação criminosa, contudo as autoridades não acreditam que se tenha tratado de um ato consciente dos pilotos e dizem que não há sinais de falhas técnicas.
Uma primeira operação de busca foi montada pouco depois do desaparecimento, tendo apenas descoberto alguns destroços no Ocidente Índico entre 2015 e 2016. Sem mais provas, as buscas foram suspensas em janeiro de 2017.
Um ano depois, em janeiro de 2018, a empresa norte-americana Ocean Infinity anunciou uma nova investigação ao caso, contudo os trabalhos finalizaram seis meses depois, sem terem tido sucesso.
Agora, o Governo da Malásia anunciou que vão ser retomadas as buscas a 30 de dezembro, de novo apoiadas pela Ocean Infinity.
A operação vai decorrer durante 55 dias e cobrirá áreas onde haverá maior probabilidade de encontrar novos destroços. Os detalhes destas localizações não são públicos.
Se a empresa tiver sucesso, vai receber 70 milhões de dólares (cerca de 59.997 milhões de euros) por parte do governo da Malásia. Se nada for encontrado, não haverá qualquer pagamento.
- Noticiário das 20h
- 15 jun, 2026










