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“O presente que pode mudar milhões de vidas no Chade”. Campanha apela à solidariedade em época festiva

03 dez, 2025 - 10:46 • Olímpia Mairos

Fundação Portugal com ACNUR alerta para situação dramática. O país acolhe mais de 2 milhões de pessoas refugiadas e deslocadas, a maioria mulheres e crianças que fugiram do conflito no Sudão.

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A Portugal com ACNUR, Fundação parceira nacional da Agência da ONU para os Refugiados, lança a campanha “O presente que pode mudar milhões de vidas no Chade – 1 presente, 2 milhões de futuros”, com o objetivo de mobilizar apoio para uma das maiores crises humanitárias da atualidade.

“Com um gesto simples, é possível garantir o essencial a quem perdeu tudo: refeições, kits de dignidade, água potável e abrigos seguros, transformando donativos em ajuda concreta”, explica Joana Feliciano, responsável de comunicação e relações externas da fundação.


De acordo com a Fundação Portugal com ACNUR, no coração de África, o Chade enfrenta uma situação sem precedentes. O país acolhe mais de 2 milhões de pessoas refugiadas e deslocadas, a maioria mulheres e crianças que fugiram do conflito no Sudão.

Desde 2023, 1,2 milhões de pessoas atravessaram a fronteira em condições extremas, tornando a região leste do Chade um dos maiores pontos de acolhimento de refugiados no continente.

“Atualmente, podemos verificar que 1 em cada 3 habitantes na região leste do Chade é refugiado. Estamos perante uma verdadeira catástrofe humanitária que não vê fim à vista”, alerta Joana Feliciano.

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A fundação sublinha que as condições no terreno são dramáticas: apenas 1 médico para cada 52 mil pessoas, 2 em cada 10 crianças refugiadas com acesso à educação e um consumo diário de água de 10 litros por pessoa, menos de metade do mínimo humanitário recomendado.

Estima-se que 87% dos recém-chegados sejam mulheres e crianças, muitas vítimas de violência sexual, separação familiar e falta de acesso a serviços básicos.

O ACNUR revela que, nos últimos meses, tem trabalhado em estreita colaboração com mais de 40 organizações humanitárias, conseguindo realojar mais de meio milhão de pessoas refugiadas em assentamentos mais seguros. Para responder à chegada massiva, foram abertos 8 novos locais e ampliados 11 já existentes, garantindo melhores condições para os recém-chegados.

Apesar destes esforços, a agência alerta que a situação continua alarmante: centenas de milhares permanecem em zonas fronteiriças sem abrigo adequado e sem acesso a necessidades básicas, como água potável e cuidados de saúde, o que aumenta o risco de uma crise sanitária de grandes proporções.

“É preciso ajuda urgente e nós temos o poder de fazer algo, de não ficarmos indiferentes e de ajudar a proporcionar um futuro e uma vida mais digna a estas 2 milhões de pessoas”, reforça Joana Feliciano.

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