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Reino Unido

Putin é "moralmente responsável" pela morte de britânica envenenada com novichok

04 dez, 2025 - 18:52 • Catarina Magalhães , com agências

Agentes russos mataram uma mulher britânica, em 2018, vítima colateral de uma tentativa de envenenamento de um antigo espião dissidente. Resultado de inquérito divulgado sete anos depois.

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O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, tem a "responsabilidade moral" pela morte de uma britânica, vítima colateral do envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal e da sua filha, que sobreviveram, pelos agentes ao serviço de Moscovo, segundo um comunicado da investigação divulgada esta quinta-feira.

O caso de 2018 remete a uma contaminação com novichok – um agente neurotóxico fabricado pela antiga União Soviética entre 1970 e 1980 – e o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico disse impor sanções à "totalidade" do serviço de inteligência militar russo. Três agentes foram acusados e estão sujeitos a mandados de prisão.

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A vítima Dawn Sturgess, de 44 anos, morreu depois de se borrifar com um frasco de perfume disfarçado com a substância química do antigo programa soviético, deixado num caixote de lixo da cidade de Salisbury. A mulher sofreu uma paragem cardíaca na própria casa a 30 de julho de 2018. As equipas médicas nada puderam fazer perante os danos irreversíveis no cérebro e morreu oito dias depois.

A família da vítima acredita, por isso, que ainda não foram retiradas lições do acontecimento e que o Estado britânico falhou na segurança pública, sem mudanças para evitar futuras tragédias.

As autoridades russas sempre negaram qualquer tipo de envolvimento, afirmando que os agentes deslocaram-se a Inglaterra "em turismo".

Porém, o caso avançou para o tribunal britânico e, nos últimos anos, viveu-se uma crise diplomática entre os dois países. Para o primeiro-ministro Keir Starmer, "os envenenamentos chocaram a nação e lembram gravemente o desprezo do Kremlin pelas vidas dos inocentes".

Starmer lamentou a "morte desnecessária" de Dawn e afirmou que "o Reino Unido irá sempre opor-se ao regime brutal do Presidente russo e denunciar a sua máquina assassina pelo que esta é".

Já o responsável pela investigação, Anthony Hughes, diz que a mulher fatalmente envenenada é uma "vítima inocente". Defende, por isso, que a conduta dos agentes dos serviços de inteligência russos e "de quem autorizou a missão, incluindo o Presidente Putin, foi de uma imprudência incrível".

Anthony Hughes invoca, com outros nomes, Putin como uma figura "moralmente responsável" por este acontecimento. "Existe um vínculo direto entre as ações desses indivíduos e a morte de Dawn Sturgess."

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  • Manuel Ferraz
    05 dez, 2025 Portugal 13:29
    Mas alguém tem dúvidas deste homem? É um terror.
  • Processo
    05 dez, 2025 Por 10:11
    Isto é por mais um processo em Tribunais internacionais contra a Rússia ou contra Putin. Podem dizer que não dá em nada, mas uma vez condenado, está reduzido a ficar para sempre na Rússia porque se sair de lá, é preso.

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