07 dez, 2025 - 09:05 • Lusa
Portugal e Moçambique realizam na terça-feira, no Porto, a VI cimeira bilateral com onze ministros de cada país e o objetivo é estreitar a cooperação política, institucional, cultural e económica, devendo ser assinados cerca de vinte acordos.
Do lado português, além do primeiro-ministro Luís Montenegro, participam na cimeira o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, o ministro de Estado e das Finanças, o ministro da Presidência, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, o ministro da Defesa Nacional, o ministro das Infraestruturas e Habitação, a ministra da Administração Interna, a ministra do Ambiente e da Energia, o ministro da Agricultura e a ministra da Cultura, Juventude e Desporto.
Por Moçambique, integram a comitiva, encabeçada pelo Presidente Daniel Chapo, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, o ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, a ministra do Trabalho, Género e Ação Social, o ministro da Economia, o ministro da Administração Estatal e Função Pública, o ministro da Defesa Nacional, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, o ministro das Comunicações e Transformações Digitais, o ministro dos Transportes e Logística, o ministro do Interior e a ministra da Educação e Cultura, bem como o secretário de Estado do Tesouro.
A realização da VI cimeira luso-moçambicana foi anunciada em julho pelo primeiro-ministro português após ter recebido em São Bento o Presidente de Moçambique, tendo na altura salientado que os dois países tinham lideranças em início de ciclo com capacidade de transmitirem nova energia à cooperação.
Nessa ocasião, Montenegro apontou como objetivo "estreitar os laços de cooperação política, institucional, cultural e económica" e destacou que os dois países estavam numa primeira fase do ciclo político, considerando haver condições para "emprestar uma nova energia à relação entre os governos, entre os países e entre os povos".
"Não há melhor expressão desta vontade de dar este novo impulso às nossas relações do que retomarmos a realização destas cimeiras bilaterais", completou.
Na semana passada, o embaixador português em Maputo, Jorge Monteiro, estimou que serão assinados na cimeira cerca de duas dezenas de acordos em áreas como finanças, cooperação na reforma da administração pública, digitalização ou energias renováveis.
O diplomata manifestou ainda a expectativa de que sejam "discutidos novos instrumentos de apoio ao financiamento à economia moçambicana" e criadas condições para "relançar a relação bilateral no domínio económico".
No mesmo dia da VI Cimeira luso-moçambicana, vai realizar-se um fórum económico entre os dois países, com intervenções do Presidente moçambicano e do primeiro-ministro português.
O programa inicia-se pelas 09h00, com Daniel Chapo e Luís Montenegro a serem recebidos na Câmara Municipal do Porto com honras militares, antes de o autarca Pedro Duarte entregar as chaves da cidade ao Presidente de Moçambique.
Os dois chefes de Governo terão depois uma reunião a sós, ao mesmo tempo que se iniciam as reuniões ministeriais setoriais no Palácio da Bolsa, antes da reunião plenária da cimeira com início marcado para as 11h00, com a tradicional foto de família.
No final, decorrerá a assinatura de instrumentos jurídicos e as declarações à imprensa de Luís Montenegro e Daniel Chapo.
As duas delegações almoçarão nas Caves de Vinho do Porto, regressando ao Palácio da Bolsa para o Fórum Económico Portugal-Moçambique.
Durante a quinta cimeira Moçambique--Portugal, em setembro de 2022, em Maputo, foram assinados entre os dois governos 18 acordos e memorandos, nos setores da agricultura, educação, justiça, saúde, património e cultura, a Escola Portuguesa de Moçambique, a promoção da língua portuguesa e o financiamento às empresas e criação de emprego em Cabo Delgado, província no norte do país palco de ataques terroristas.