Jerusalém
Agência da ONU alvo de buscas das autoridades israelitas
08 dez, 2025 - 20:37 • Reuters
Alegada dívida ao fisco foi o motivado alegado. "Este complexo continua a ser instalações das Nações Unidas e é inviolável e imune a qualquer outra forma de interferência”, afirmou o secretário-geral da ONU.
As autoridades israelitas entraram esta segunda-feira nas instalações da agência da ONU para os refugiados palestinianos em Jerusalém Oriental e hastearam a bandeira de Israel.
A operação foi ordenada com o argumento de dívidas fiscais em atraso, no valor de 3 milhões de euros, mas a agência condenou como um atropelo ao direito internacional.
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A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), acusada por Israel de parcialidade, já não utiliza o edifício desde o início do ano, depois de Israel ter ordenado o despejo de todas as suas instalações e a cessação das suas atividades.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, já condenou veementemente o raide das autoridades israelitas.
Israel declara UNRWA organização “terrorista” e proíbe atuação no país
UNRWA presta assistência à população palestiniana (...)
“Este complexo continua a ser instalações das Nações Unidas e é inviolável e imune a qualquer outra forma de interferência”, afirmou Guterres, em comunicado.
“Exorto Israel a tomar imediatamente todas as medidas necessárias para restaurar, preservar e defender a inviolabilidade das instalações da UNRWA, e a abster-se de qualquer nova ação relativamente às instalações da UNRWA”, apelou o secretário-geral da ONU.
O comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, considera que a ação “representa um flagrante desrespeito pela obrigação de Israel, enquanto Estado-membro das Nações Unidas, de proteger e respeitar a inviolabilidade das instalações da ONU”.
“Permitir isto constitui um novo desafio ao Direito Internacional, que cria um precedente perigoso para qualquer lugar do mundo onde a ONU esteja presente”, escreveu Lazzarini, na rede social X.
O porta-voz da UNRWA, Jonathan Fowler, afirmou que o complexo de Jerusalém Oriental continua a ser instalações da ONU, apesar da proibição israelita de funcionamento, e que a agência não tem quaisquer dívidas ao município.
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