08 dez, 2025 - 23:01 • Ricardo Vieira, com Reuters
A soberania da Ucrânia tem de ser respeitada e a sua segurança garantida a longo prazo em qualquer acordo de paz com a Rússia, defenderam esta segunda-feira a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
Os dois responsáveis europeus divulgaram a mesma mensagem em publicações nas redes sociais, após uma reunião em Bruxelas com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
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“A soberania da Ucrânia tem de ser respeitada. A segurança da Ucrânia deve ser garantida, a longo prazo, como primeira linha de defesa da nossa União”, lê-se nas publicações.
Numa altura em que decorrem negociações de paz, medidas pelos Estados Unidos, "a União Europeia mantém-se firme no seu apoio à Ucrânia", escrevem Ursula e Costa.
"As nossas propostas de financiamento estão em cima da mesa. O objetivo é uma Ucrânia forte — no campo de batalha e à mesa das negociações", sublinha a mensagem conjunta.
A Europa vai continuar "a contribuir para todos os esforços com vista a uma paz justa e duradoura para a Ucrânia".
O encontro de Bruxelas tem lugar após uma reunião, em Londres, entre Volodymyr Zelensky, primeiro-ministro britânico, Keir Starmer; o Presidente francês, Emmanuel Macron; e o chanceler alemão, Friedrich Merz.
No final da cimeira de Londres, Zelensky anunciou que a Ucrânia vai enviar uma contraproposta de paz aos Estados Unidos na terça-feira.
O líder ucraniano disse aos jornalistas após a reunião que o plano revisto inclui 20 pontos, mas que ainda não há acordo relativamente à questão da cedência de território – uma exigência da Rússia.
"É preciso unidade entre a Europa e a Ucrânia, e também entre a Europa, a Ucrânia e os Estados Unidos, porque há coisas que não podemos gerir sem os americanos, coisas que não podemos gerir sem a Europa e é por isso que temos de tomar algumas decisões importantes", salientou Zelensky.
Ucrânia
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O Presidente francês defende uma "paz duradoura e sólida" e afirma que "ainda temos muitas 'cartas' nas nossas mãos, nomeadamente o financiamento e o apoio à compra de equipamento militar e o facto de a Ucrânia estar a resistir nesta guerra e de a economia russa estar a começar a sofrer com as sanções europeias e americanas".
Emmanuel Macron defende que "a questão principal é a convergência entre as nossas posições comuns, europeias, ucranianas e norte-americanas, para finalizar estas negociações de paz e iniciar uma nova fase nas melhores condições possíveis para a Ucrânia, os europeus e para a nossa segurança coletiva".
O chanceler alemão, Friedrich Merz, declarou no final da reunião que este “pode ser um momento decisivo” para a Ucrânia e para a Europa.
“ Estamos a tentar manter o nosso apoio à Ucrânia, e a dar-lhes apoio porque todos sabemos que o destino deste país é o destino da Europa. Estou cético em relação a alguns dos pormenores que estão a aparecer nos documentos que vêm do lado americano, mas temos de falar sobre isso e é por isso que aqui estamos”, frisou Friedrich Merz.