08 dez, 2025 - 09:14 • Redação, com Lusa
O Exército da Tailândia lançou esta segunda-feira ataques aéreos na fronteira com o Camboja, depois da morte de um soldado por tiros supostamente vindos do lado cambojano, num quadro de novos confrontos armados entre os dois países.
As Forças Armadas tailandesas, que também relatam a existência de quatro militares feridos nos confrontos, confirmaram em comunicado as operações aéreas, esclarecendo que se trata de "uma resposta às operações militares cambojanas", enquanto os oficiais da capital cambojana Phnom Penh nega ter iniciado os disparos.
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Banguecoque garante que atacou "apenas infraestruturas militares, depósitos de armas, centros de comando e rotas de apoio ao combate" associadas a atividades consideradas como uma ameaça à segurança nacional tailandesa.
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Por outro lado, relatórios militares dão conta de numerosos confrontos nas últimas 24 horas em vários pontos dos quase 820 quilómetros de fronteira, onde ambos os governos começaram a evacuar civis e a mobilizar pessoal e material de defesa.
Em reação às hostilidades entre militares na zona de fronteira, o primeiro-ministro da Tailândia, Anutin Charnvirakul, afirmou, na rede social X (antigo Twitter), não querer violência, mas avisou estar pronta a tomar as medidas necessárias para garantir a segurança e defender a sua soberania.
Representantes de Phnom Penh, por sua vez, voltaram a acusar a Tailândia de ser responsável por várias provocações nos últimos dias e garantiu esta segunda-feira que os soldados cambojanos não retaliaram aos ataques dos inimigos.