Diplomacia
Tony Blair poderá estar fora dos planos para Gaza após pressão árabe e muçulmana
09 dez, 2025 - 08:34 • Olímpia Mairos
Ex-primeiro-ministro britânico vê cair hipótese de integrar “conselho de paz” proposto pelo ex-presidente dos EUA.
Tony Blair já não está na corrida para integrar o “conselho de paz” para Gaza idealizado por Donald Trump.
De acordo com o Financial Times (FT), a decisão surge depois de vários países árabes e muçulmanos terem manifestado forte oposição à presença do antigo líder britânico.
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Blair, que chegou a ser apontado como figura central na administração transitória da Faixa de Gaza, terá sido afastado discretamente do projeto.
O plano, apresentado por Trump em setembro, previa um conselho presidido pelo próprio ex-presidente norte-americano e incluía propostas elaboradas com o contributo do Tony Blair Institute for Global Change (TBI) e de Jared Kushner, genro e conselheiro informal de Trump.
Apesar do histórico de Blair na pacificação da Irlanda do Norte, a sua atuação como enviado do Quarteto para o Médio Oriente é vista como pouco eficaz. Acresce a sombra da invasão do Iraque em 2003, que continua a marcar negativamente a sua imagem no mundo árabe.
Trump chegou a elogiar Blair publicamente, classificando-o como “um homem muito bom”, mas reconheceu em outubro que precisava de garantir que a escolha seria “aceitável para todos”.
A proposta, criticada por não definir um calendário para a criação do Estado palestiniano e por sugerir uma gestão separada entre Gaza e Cisjordânia, levantou receios sobre a fragmentação da Palestina.
Fontes próximas admitem que Blair poderá ainda assumir um papel secundário, dado o apreço que americanos e israelitas mantêm por ele. Contudo, um aliado confirmou ao Financial Times (FT)que Blair não fará parte do conselho principal, reservado a líderes mundiais em funções.
Este recuo representa mais um episódio turbulento nos planos de Trump para Gaza, que continuam a enfrentar resistência internacional enquanto prosseguem os ataques israelitas e a Casa Branca tenta mobilizar países para uma força de manutenção da paz.
- Noticiário das 19h
- 11 mai, 2026








