09 dez, 2025 - 16:59 • Ana Kotowicz
“Acho que eles são fracos.”
“Mas também acho que eles querem ser politicamente corretos de mais.”
“Acho que eles não sabem o que fazer.”
“A Europa não sabe o que fazer.”
"Eles falam, mas não fazem nada, e a guerra continua indefinidamente."
"É um continente em decadência."
As declarações podiam ser de alguém a falar sobre um velho inimigo, mas é exatamente o contrário. Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, não poupou críticas à sua velha aliada, a Europa, e aos líderes "fracos" do continente "em decadência", durante uma entrevista ao Politico.
Resumindo, para o Presidente norte-americano, a Europa é politicamente fraca, mas, apesar disso, os líderes europeus alinhados com a visão de política externa dos Estados Unidos, como Viktor Orbán da Hungria, poderão continuar a ter o seu apoio.
EUA
A administração Trump acusa a União Europeia de pr(...)
Ao mesmo tempo, mostrou-se imune às críticas do presidente do Conselho Europeu, António Costa, que acusou Washington de interferir na vida democrática europeia.
Donald Trump deixou claro que irá apoiar os seus preferidos em momentos eleitorais, mesmo que isso ofenda sensibilidades. "Já apoiei pessoas, mas já apoiei pessoas de quem muitos europeus não gostam. Apoiei Viktor Orbán", disse Trump, que elogiou as políticas da Hungria de controlo de fronteiras.
Uma ideia que, aliás, contrasta com a opinião que tem do continente que acusa de falhar, como um todo, no controlo da imigração, situação que poderá levar ao desaparecimento de alguns países europeus enquanto Estados viáveis — ideia que já tinha defendido antes.
As críticas à Europa foram muitas, também acusada de nada fazer para pôr fim ao conflito na Ucrânia, enquanto que para Kiev deixou um recado: “Já faz muito tempo que eles não têm eleições”, disse Trump que, noutros momentos, defendeu a necessidade de a Ucrânia realizar eleições.
“Sabe, eles falam de democracia, mas chega a um ponto em que deixa de ser democracia”, argumentou.
E se criticou a guerra noutras latitudes, Trump não pôs de lado usar força militar para derrubar o regime venezuelano de Nicolás Maduro, embora dizendo que não queria falar de estratégia militar durante a entrevista. "Não excluo, nem confirmo."