Palestina
Chuvas torrenciais em Gaza provocam pelo menos 14 mortos
12 dez, 2025 - 21:33 • Catarina Magalhães
Quase 795 mil palestinianos estão, novamente, deslocados após o temporal. Entre as vítimas, três crianças morreram de hipotermia com os abrigos e tendas cheios de lama.
Pelo menos 14 pessoas morreram durante a noite de quinta-feira após as chuvas torrenciais e temperaturas baixas que atingiram a Faixa de Gaza.
Entre as vítimas, três crianças morreram de hipotermia com os abrigos e tendas cheias de lama, inclusive uma bebé de oito meses.
As equipas de resgate ainda estão à procura de pessoas desaparecidas nos terrenos alagados, confirmou a "Al Jazeera" esta sexta-feira.
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Mais de 2,2 milhões de palestinianos vivem em acampamentos e quase 795 mil estão, novamente, deslocados após a inundação de milhares de casas improvisadas, avançou a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
"O povo palestiniano merece mais do que esta incerteza. Já viveram demasiada perda e medo", afirmou a diretora-geral da OIM, Amy Pope.
Para além disso, não está a ser autorizada a entrada materiais para reconstruir os 27 mil abrigos destruídos, como sacos de areia e madeira.
A tempestade "Byron" não só assolou abrigos, mas também encharcou as reservas de alimento racionadas pelas famílias e 13 edifícios acabaram por desabar.
Com comida estragada e sem água potável, as famílias perdem noites de sono a tentar arranjar sustento para as crianças e um canto seguro para dormir.
A Organização das Nações Unidas (ONU) e os oficiais palestinianos já pediram, com urgência, pelo menos 300 mil tendas novas para substituir as que ainda resistem do temporal, de plástico fino e sobras de tecido.
Já a agência da ONU para assistência aos refugiados da Palestina (UNRWA) alertou para os riscos de saúde devido à insalubridade da comida e águas paradas.
"Ambientes frios, sobrelotados e insalubres aumentam o risco de doenças e infeções", avisa a UNRWA.
A agência da ONU condenou ainda as consequências desta chuva torrencial, porque "este sofrimento poderia ser evitado com uma ajuda humanitária sem restrições de entrada".
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