12 dez, 2025 - 22:38 • Ricardo Vieira, com Reuters
Donald Trump, Bill Clinton, o antigo príncipe André e o fundador da Microsoft, Bill Gates, surgem em novas imagens provenientes do espólio do agressor sexual condenado Jeffrey Epstein.
As fotografias foram divulgadas, esta sexta-feira, pelos democratas da Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.
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As imagens são tornadas públicas numa altura em que se aproxima o prazo para a divulgação alargada de documentos relacionados com o financista caído em desgraça.
O atual Presidente dos EUA, Donald Trump, surge em três das fotografias partilhadas pelos democratas, que afirmaram estar a analisar mais de 95 mil imagens entregues pela administração da propriedade de Jeffrey Epstein.
Numa das fotos, a preto e branco, Trump aparece a sorrir, rodeado por várias mulheres — cujos rostos foram ocultados.
Uma segunda imagem mostra-o ao lado de Epstein, enquanto uma terceira, menos nítida, o mostra sentado ao lado de outra mulher, também com o rosto ocultado, com a gravata vermelha desapertada. Não é claro quando ou onde as fotografias foram tiradas.
A porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, afirmou que a administração Trump “fez mais pelas vítimas de Epstein do que os democratas alguma vez fizeram”.
“Está na altura de os media deixarem de repetir os argumentos dos democratas e começarem a perguntar-lhes porque é que quiseram continuar próximos de Epstein depois de ele ter sido condenado”, disse.
Além de Donald Trump, foram também divulgadas fotografias do antigo presidente Bill Clinton, do antigo príncipe André e do cineasta Woody Allen.
Steve Bannon (conselheiro de Trump), que esteve envolvido num documentário sobre Epstein, que nunca foi divulgado, também está em algumas fotos.
“É tempo de pôr fim ao encobrimento da Casa Branca e de fazer justiça aos sobreviventes de Jeffrey Epstein e aos seus amigos poderosos”, afirmou Robert Garcia, congressista democrata da Califórnia, num comunicado que acompanhou a divulgação das 19 imagens.
“Estas fotografias perturbadoras levantam ainda mais questões sobre Epstein e as suas relações com alguns dos homens mais poderosos do mundo. Não descansaremos até que o povo americano conheça a verdade. O Departamento de Justiça tem de divulgar todos os ficheiros, JÁ”, sublinhou.
Epstein morreu em 2019, na cela em que estava detido. O motivo da morte, alvo de várias teorias, ficou oficialmente registado como suicídio por enforcamento — algo contestado pelos advogados de Jeffrey Epstein.
Quando morreu, Epstein tinha sido detido pela segunda vez por acusações federais de tráfico sexual de menores. A morte levou à rejeição das acusações por um juiz, mas as relações de Jeffrey Epstein com Trump e André Mountbatten Windsor (que perdeu o título de príncipe do Reino Unido devido à relação com Epstein) continuam a atrair controvérsia.