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Bielorrússia liberta 123 prisioneiros, incluindo o Nobel da Paz de 2022, após negociações com EUA

13 dez, 2025 - 14:35 • Lusa, Reuters, João Pedro Quesado

Os Estados Unidos da América anunciaram que vão levantar algumas sanções comerciais contra a Bielorrússia, no mais recente sinal de alívio das relações entre Washington e a isolada autocracia.

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Os ativistas bielorrussos Ales Bialiatski, Nobel da Paz em 2022, e Maria Kolesnikova foram libertados da prisão, anunciaram organizações de direitos humanos, após o Presidente ter autorizado a libertação de 123 prisioneiros, em troca do levantamento de sanções norte-americanas.

A libertação dos detidos foi avançada pela agência estatal Belta, uma informação já confirmada pela oposição e por grupos de defesa dos direitos humanos.

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Bialiatski, um dos vencedores do Prémio Nobel da Paz de 2022, é um ativista dos direitos humanos que lutou durante anos em defesa dos presos políticos, antes de se tornar um deles. Estava preso desde julho de 2021.

Também foram libertados Kalesnikava, líder dos protestos em massa contra Lukashenko em 2020, e Viktar Babaryka, que foi preso naquele ano enquanto se preparava para concorrer contra o presidente nas eleições.

Tatsiana Khomich, irmã de Kalesnikava, disse à Reuters falou com a ativista por telefone. "Ela disse-se que está muito feliz por ter sido libertada, que é grata aos EUA e a Trump pelos esforços em liderar o processo, e a todos os países envolvidos."

Não se sabe para onde os prisioneiros se dirigiriam após a libertação. Em ocasiões anteriores, os libertados deixaram a Bielorrússia através da Lituânia.

Libertação em troca de alívio de sanções

Pouco antes de ser conhecida a decisão de Lukashenko, os Estados Unidos da América anunciaram que vão levantar algumas sanções comerciais contra a Bielorrússia, no mais recente sinal de alívio das relações entre Washington e a isolada autocracia.

A potassa da Bielorrússia está entre os bens com sanções suspensas. A potassa é um componente essencial em fertilizantes, e o antigo país soviético é um dos principais produtores mundiais.

A libertação de prisioneiros foi de longe a maior realizada por Lukashenko desde que o governo Trump iniciou negociações, este ano, com o veterano líder autoritário, aliado próximo do Presidente russo Vladimir Putin. Os governos ocidentais têm mantido a distância devido à repressão sobre os dissidentes e ao apoio à guerra da Rússia na Ucrânia.

Fontes do governo norte-americano indicaram à Reuters que o diálogo com Lukashenko faz parte de um esforço para afastá-lo da influência de Putin, pelo menos em certa medida — um esforço que a oposição bielorrussa, até agora, tem encarado com extremo ceticismo.

Os Estados Unidos e a União Europeia impuseram sanções alargadas à Bielorrússia depois de Minsk lançar uma violenta repressão contra os manifestantes, na sequência da eleição de 2020, prendendo quase todos os opositores de Lukashenko que não fugiram para o exterior do país.

As sanções foram reforçadas depois de Lukashenko permitir que a Bielorrússia servisse de base para a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

[notícia atualizada às 14h55]

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