Ouvir
  • Noticiário das 8h
  • 15 mai, 2026
A+ / A-

Guerra na Ucrânia

EUA e Ucrânia discutem cessar-fogo em Berlim antes de cimeira europeia na segunda

13 dez, 2025 - 14:11 • Reuters

A Casa Branca declarou que Trump apenas enviaria um representante às negociações se considerasse que havia progresso suficiente a ser feito.

A+ / A-

A Alemanha vai receber delegações dos Estados Unidos e da Ucrânia este fim de semana para negociações sobre um cessar-fogo na Ucrânia, antes da cimeira com líderes europeus e o Presidente Volodymyr Zelensky em Berlim, na segunda-feira, revelou à Reuters fonte do governo alemão.

Um responsável norte-americano afirmou que o enviado do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner, estavam a viajar para a Alemanha para negociações com ucranianos e europeus.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

A decisão de enviar Witkoff, que liderou as negociações com a Ucrânia e a Rússia sobre uma proposta de paz dos EUA, parece ser um sinal de que Washington vê a possibilidade de progresso após quase quatro anos de guerra desde a invasão russa de 2022.

A Casa Branca declarou, na quinta-feira, que Trump enviaria um representante às negociações apenas se considerasse que havia progresso suficiente a ser feito.

"Neste fim de semana, estão a ocorrer em Berlim negociações sobre um possível cessar-fogo na Ucrânia entre assessores de política externa, entre outros, dos EUA e da Ucrânia", disse uma fonte do governo alemão no sábado, ao ser questionada sobre os encontros.

Na segunda-feira, Merz recebe Zelensky e líderes europeus para uma cimeira em Berlim, a mais recente de uma série de demonstrações públicas de apoio ao líder ucraniano por aliados de toda a Europa, enquanto Kiev enfrenta pressão de Washington para aderir a um plano de paz que inicialmente apoiava as principais exigências de Moscovo.

O Reino Unido, a França e a Alemanha têm trabalhado nas últimas semanas para melhorar as propostas dos EUA, que, segundo o primeiro rascunho divulgado, pediam que Kiev cedesse mais território, abandone a ambição de entrar na NATO e aceite limites às suas forças armadas.

Merz afirmou este sábado que a Europa precisa de se preparar para uma mudança fundamental nas relações com os EUA, ao mesmo tempo que enfrenta uma ameaça crescente da Rússia.

"As décadas da Pax Americana praticamente acabaram para nós na Europa, e para nós na Alemanha também. Ela não existe mais como a conhecíamos. E a nostalgia não vai mudar isso", disse o chanceler num congresso do partido na cidade de Munique, no sul do país. "Os americanos estão agora a perseguir os seus próprios interesses de forma muito, muito agressiva. E isso só pode significar uma coisa: que nós também devemos agora perseguir os nossos próprios interesses".

Ataque provoca apagões em Odessa

A União Europeia procura reforçar a posição da Ucrânia, utilizando ativos congelados do banco central russo para financiar o orçamento militar e civil de Kiev.

Enquanto isso, a Ucrânia tem lutado para conter os avanços russos no campo de batalha e os frequentes bombardeamentos às fontes de energia e água, nas vésperas do inverno.

A cidade portuária de Odessa, no sul do Mar Negro, e a região circundante sofreram apagões este sábado, após um grande ataque com mísseis e drones à rede elétrica, que deixou mais de um milhão de residências sem eletricidade.

O Presidente turco, Tayyip Erdogan, após uma reunião com o Presidente russo, Vladimir Putin, na sexta-feira, disse que "a paz não está longe" e que espera discutir um plano de paz com Trump.

Erdogan disse a Putin na sexta-feira que um cessar-fogo limitado na guerra, com foco particular em instalações de energia e portos, poderia ser benéfico.

"O Mar Negro não deve ser visto como um campo de batalha. Tal situação só prejudicaria a Rússia e a Ucrânia", afirmou Erdogan, em declarações divulgadas pelo seu gabinete no sábado.

Ouvir
  • Noticiário das 8h
  • 15 mai, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque