Conflito Tailândia-Camboja
Tailândia e Camboja alinham "novo cessar-fogo" após confrontos violentos, diz Trump
13 dez, 2025 - 00:27 • Catarina Magalhães , com Reuters
Apesar do tom entusiasta de Trump, ao garantir que "ambos países estão prontos para a paz", os dois lados continuam trocar acusações sobre quem reacendeu o conflito.
A Tailândia e o Camboja concordaram em "cessar todos os disparos" a partir desta sexta-feira, garantiu o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, após telefonemas com os líderes dos dois países asiáticos.
Após a morte de um soldado do exército tailandês por tiros supostamente vindos do lado cambojano nesta segunda-feira, esperava-se um quinto dia de combates intensos, com novos ataques aéreos em vários pontos dos quase 820 quilómetros da fronteira.
Os dois lados trocam acusações sobre quem começou o conflito, mas os confrontos militares foram interrompidos com este acordo de aceitar um "novo cessar-fogo".
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Os ataques escalaram ao longo desta semana e causaram, pelo menos, 20 mortos, mais de 260 feridos e meio milhão de deslocados.
Trump disse ter falado "sobre o muito infeliz reacender da sua guerra de longa duração" com o primeiro-ministro tailandês, Anutin Charvirakul, e com o primeiro-ministro cambojano, Hun Manet, e confirmou que ambos concordaram em pôr fim ao conflito.
Tailândia e Camboja vão, segundo o Presidente dos EUA, regressar ao plano original para garantir a estabilidade possíveis para as duas nações.
"Ambos países estão prontos para a paz e vão continuar as transações comerciais connosco", assegurou Donald Trump numa publicação na rede social "Truth Social".
Tailândia descarta responsabilidades. "Não somos os agressores"
Porém, o tom entusiasta de Trump contrastou com o do primeiro-ministro tailandês. Até ao momento, Anutin Charvirakul apenas disse que a chamada "correu bem" sem mencionar qualquer acordo entre os países vizinhos.
O líder da Tailândia insiste que o Camboja é o responsável pelo recomeço dos combates e que "violou as condições previstas".
"Expliquei ao Presidente Trump que não somos os agressores contra o Camboja, mas estamos a retaliar", explicou aos jornalistas.
Anutin disse que Donald Trump manifestou apoio a um "novo cessar-fogo". "Respondi-lhe que era melhor dizer isso ao nosso amigo", acrescentou o primeiro-ministro tailandês, referindo-se ao Camboja.
Mas nem o lado do Camboja confirmou, por enquanto, o acordo de forma independente.
Neste clima de tensão territorial, Anutik anunciou na quinta-feira que dissolveu o parlamento tailandês e vão ser agendadas eleições para os próximos 45 a 60 dias. "Eu gostaria de devolver o poder às pessoas", afirmou.
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