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Sobe para 16 o número de mortos em ataque a evento judaico na Austrália

14 dez, 2025 - 08:33 • João Pedro Quesado , Daniela Espírito Santo

Uma criança figura entre as vítimas mortais e outra está em estado crítico. Dezenas de pessoas foram transportadas para hospitais, e a polícia está a investigar "itens suspeitos" em torno do local onde acontecia evento da comunidade judaica.

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Pelo menos 16 pessoas morreram num tiroteio na famosa praia de Bondi, em Sydney, classificado pelas autoridades australianas de ataque terrorista. O número de mortos inclui uma criança e um dos atiradores, enquanto o outro foi detido pela polícia e está entre os pelo menos 38 feridos.

"O segundo alegado atirador está em estado crítico", refere a polícia de Nova Gales do Sul em comunicado. Dois agentes e uma criança estão entre os feridos e "um número de itens suspeitos localizados na vizinhança estão a ser examinados por agentes especializados e há uma zona de exclusão".

A polícia também está a investigar a possível existência de um terceiro atirador. Enquanto isso, há relatos de que a casa de um dos atiradores terá sido alvo de buscas por parte da polícia local. Aliás, e segundo avança a imprensa australiana, um dos atiradores já seria conhecido das autoridades.

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"Este ataque foi desenhado para atingir a comunidade judaica de Sydney", disse em conferência de imprensa Chris Minns, o governador de Nova Gales do Sul, onde decorreu o tiroteio. "O que devia ser uma noite de paz e alegria celebrada nessa comunidade com famílias, foi estilhaçada por este ataque horrorífico e maléfico".

O tiroteio aconteceu no local onde estava a ocorrer o evento "Chanukah by the Sea", no primeiro dia do Hanukkah, a festa religiosa judaica, perto de um parque infantil. Vários objetos suspeitos foram retirados de um automóvel estacionado nas imediações com a polícia a desconfiar que se poderão tratar de engenhos explosivos improvisados.

Uma das vítimas mortais é o rabino Eli Schlanger, que liderava a missão Chabad em Bondi há 18 anos, confirma a ABC Australia. Israel também já confirmou que um dos seus cidadãos estava entre os mortos e outro estaria ferido.

"Declarei isto um incidente terrorista", afirmou o comissário da polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon. "Sabemos que estavam lá muitas pessoas para celebrar uma ocasião feliz, a celebração do Hanukkah. E estavam bem mais de mil pessoas lá quando isto aconteceu".

O Presidente de Israel, Isaac Herzog, descreveu o tiroteio como um "ataque muito cruel sobre judeus".

Reforçando ser "muito cedo" para ter algumas informações, o comissário da polícia recusou detalhar idades das vítimas e a identidade dos suspeitos. "Sei que está a circular nas redes sociais a identidade de uma pessoa que acreditam ser um dos atiradores. Quando pedi calma, isso é muito importante. Esta não é a altura de retribuição".

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra um homem desarmado a derrubar, pelas costas, um dos suspeitos enquanto este disparava na direção oposta. O homem conseguiu agarrar a arma do suspeito, que disparou um tiro enquanto lutavam, e retirou-a depois das mãos do suspeito, vestido com roupa preta, virando a arma contra o suspeito, que se começou a afastar.

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O homem pousa, de seguida, a arma, e levanta as mãos.

O tiroteio ocorreu pelas 18h45 em Sydney, 7h45 em Portugal continental.

[Notícia atualizada às 19h49 de 14 de dezembro de 2025 para atualizar o número de mortos e feridos]

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