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Acidente

Físico português morto a tiro em Boston. Nuno Loureiro dirigia laboratório no MIT

16 dez, 2025 - 15:11 • Ana Kotowicz

A polícia de Brookline respondeu a uma denúncia de disparos de arma de fogo num prédio de apartamentos, segunda-feira, às 20h30, e encontrou o português com múltiplos ferimentos de bala.

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O físico português Nuno Loureiro, diretor de um laboratório do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), foi morto a tiro em Boston. A notícia foi avançada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros no Parlamento.

A polícia de Brookline, relata a imprensa local, respondeu a uma denúncia de disparos de arma de fogo num prédio de apartamentos, segunda-feira, às 20h30, e encontrou o português com múltiplos ferimentos de bala.

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Já um comunicado do Gabinete do Procurador Distrital do Condado de Norfolk, acrescenta que Nuno Loureiro foi assassinado à entrada do prédio onde vivia, na Rua Gibbs, em Brookline, Massachusetts.

Apesar de ter sido transportado para uma unidade de saúde — o Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston — o físico português não resistiu aos ferimentos.

Nuno Loureiro foi atingido três vezes e sofreu um quarto ferimento de raspão, segundo a NBC Boston, que cita fonte policial. O caso está a ser investigado como homicídio e, até à data, as autoridades não anunciaram se fizeram quaisquer detenções relacionadas com o caso.

Ao que a Renascença apurou, junto do gabinete de Paulo Rangel, o Governo ainda aguarda "mais detalhes" sobre a morte do português de 47 anos.

Rangel anuncia assassinato no Parlamento

"Tivemos há muito pouco tempo a informação de que foi assassinado o professor Nuno Loureiro em Boston", disse Paulo Rangel no Parlamento, quando falava no início da sua audição regimental na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas. Antes de o ministro falar, e por iniciativa do presidente da comissão, José Cesário, houve um minuto de silêncio pela morte de duas crianças lusodescendentes em França, na sequência de uma explosão de gás.

Rangel associou-se a este minuto de silêncio e lamentou a morte das duas crianças, de três e cinco anos, partilhando com os deputados a notícia da morte de Nuno Loureiro.

Nuno Loureiro, antigo aluno do Instituto Superior Técnico (IST), dirigia o Centro de Ciência do Plasma e Fusão do MIT desde maio de 2024. A sua investigação focava-se em física teórica e nas suas aplicações na fusão.

Segundo a página do MIT, Nuno Loureiro tinha "um interesse ativo em vários aspetos fundamentais da dinâmica do plasma magnetizado, tais como reconexão magnética, geração e amplificação de campos magnéticos, confinamento e transporte em plasmas de fusão e turbulência em plasmas fortemente magnetizados e fracamente colisionais".

Marcelo "dedicação incansável à ciência"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou a morte do físico português Nuno Loureiro, sublinhando a sua "dedicação incansável à ciência" e o legado que deixa.

"O professor universitário Nuno Loureiro distinguiu-se pelo seu rigor intelectual, pela dedicação incansável à ciência e pelo contributo relevante que deixou na área da física", pode ler-se, numa nota na página na Internet da Presidência.

Marcelo Rebelo de Sousa realçou que, "para além do mérito profissional, era reconhecido pelo seu espírito colaborativo, generosidade no partilhar de conhecimento e compromisso com o progresso científico".

"A sua morte prematura representa uma perda irreparável para a ciência e para todos os que com ele trabalharam, e conviveram. Neste momento de dor, o Presidente da República expressa sentidas condolências à família, amigos, colegas e a toda a comunidade científica", destacou ainda o chefe de Estado português.

Na sua nota, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou "profundo pesar" pela morte de Nuno Loureiro, sublinhando que "foi vítima de um ato de violência que chocou a comunidade académica e científica".

[notícia atualizada às 17h32 - com a reação de Marcelo Rebelo de Sousa]

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