Conselho Europeu
Ativos russos. “Não sairemos daqui sem uma decisão”, avisa António Costa
18 dez, 2025 - 12:14 • Pedro Mesquita, enviado especial a Bruxelas
Conselho Europeu começou com mais de uma hora de atraso. O presidente da Ucrânia volta a estar presente mas, desta vez, Zelensky não falou aos jornalistas.
Ninguém arreda pé, mas não se pode dizer que os Estados-membros estão serenos. Nada disso. É preciso um acordo para o financiamento da Ucrânia. A hipótese A é a utilização dos ativos russos que foram congelados pela União, mas a Bélgica resiste, e há outros países também com reservas. Assuntos que estão em cima da mesa no Conselho Europeu que arranca esta quinta-feira em Bruxelas.
Seja como for, António Costa avisa que ninguém vai para casa enquanto não existir solução.
“Esta decisão é crucial para garantir que a Ucrânia esteja numa posição de força nas negociações", disse o presidente do Conselho Europeu aos jornalistas, em Bruxelas, onde decorre a cimeira dos chefes de Estado e de Governo dos 27 da União Europeia.
"Há várias soluções possíveis e a Comissão apresentou-as e hoje faremos este debate. O que posso garantir é que não sairemos daqui sem uma decisão final sobre este assunto, seja hoje ou amanhã”, acrescentou António Costa.
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Hoje, amanhã, demore o tempo que demorar. Ursula von der Leyen repete o aviso de Costa, e procura amortecer a resistência belga à utilização dos ativos russos.
“Apoio totalmente a Bélgica quando insiste em ver as suas preocupações e apreensões acomodadas", disse a presidente da Comissão Europeia aos jornalistas, antes do início do encontro.
"Estamos a trabalhar dia e noite com a Bélgica e isto é absolutamente compreensível: o risco tem de ser partilhado por todos e temos de encontrar uma solução hoje. Como disse hoje o Presidente do Conselho, e eu concordo, não sairemos do Conselho Europeu sem uma solução para o financiamento da Ucrânia nos próximos dois anos.”
Também o primeiro-ministro português antecipa um debate duro – depois de Trump ter dito que os líderes europeus são fracos – e Luís Montenegro admite que é a força da Europa que está hoje a ser posta à prova.
“É caso para dizer que a força da Europa, e a solidariedade europeia, estão hoje a ser postas à prova", disse o primeiro-ministro aos jornalistas. "A Europa não pode nem deve falhar. A reunião será dura, será intensa, mas é possível chegarmos a um entendimento. Do nosso ponto de vista, a solução ideal é usar os ativos russos congelados, mas estamos abertos a outras soluções, ou até à conjugação de mais do que uma.”
Estas são as notas essenciais deste Conselho Europeu, que começou com uma hora de atraso e não se sabe quando acaba, e onde todos esperam que os ativos russos não venham a ser tóxicos para o futuro da União Europeia.
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