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Guerra

Ucrânia. Montenegro espera que UE seja capaz de se entender e tomar "posição firme"

18 dez, 2025 - 09:25 • João Malheiro

Montenegro reitera a posição de Portugal em apoio ao uso de ativos russos congelados em território do bloco comunitário para financiar a Ucrânia em 2026 e 2027.

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O primeiro-ministro português espera que a Europa dê "uma mensagem muito clara" de que é capaz de se entender e tomar "uma posição firme" face ao método de ajuda à Ucrânia.

Aos jornalistas, em Bruxelas, Luís Montenegro refere que a reunião que decorre esta quinta-feira entre os Estados-membros europeus "tem uma característica histórica", pois daqui sairá uma mensagem sobre a capacidade da União Europeia (UE) em agir em bloco para apoiar a Ucrânia nos seus esforços de defesa perante a Rússia.

"A Europa é forte, tem líderes fortes, mas tem um contexto de funcionamento que é complexo", refere o chefe do Governo português, sublinhando que "decidir a um é fácil, mas decidir a 27 não é".

Antes de entrar para a mesa de negociações, Montenegro reiterou a posição de Portugal em apoio ao uso de ativos russos congelados em território do bloco comunitário para financiar a Ucrânia nos próximos dois anos. No entanto, em cima da mesa estão outras opções, como a de uma "responsabilização direta" dos Estados-membros no financiamento ao governo ucraniano, à qual Montenegro não fecha a porta.

Para o primeiro-ministro, é essencial que haja diálogo e abertura, equacionando até uma "conjugação de várias medidas alternativas". "A solução ideal passa pelos ativos congelados da Rússia, mas estamos abertos a outras soluções", assume. "Logo veremos, no decurso dos trabalhos, a posição dos restantes membros, mas é mesmo importante que a Europa dê uma mensagem muito clara que consegue entender-se no seu modelo de funcionamento e consegue ter uma posição firme neste assunto fundamental", acrescenta.

A utilização de ativos russos congelados é apoiada também pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, mas é uma solução que enfrenta a resistência de vários estados-membros, incluindo a Bélgica - onde estão depositadas as reservas do Banco Central da Rússia, alvo de sanções desde o início da guerra. Também o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, está contra o uso de ativos russos, considerando que a decisão poderá conduzir a Europa para uma guerra definitiva com a Rússia.

A cimeira dos chefes de Estado e de Governo dos 27 da UE decorre em Bruxelas, entre esta quinta e sexta-feira, altura em que se espera uma decisão final sobre os apoios a dar à Ucrânia. Zelensky, de resto, também estará presente na capital belga, esta semana.

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