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Conselho Europeu

Zelensky quer garantias de financiamento até ao final do ano

18 dez, 2025 - 15:55 • Pedro Mesquita enviado especial a Bruxelas

Também Donald Tusk deixou recados à entrada do Conselho Europeu. O primeiro-ministro polaco avisou que a Europa enfrenta uma escolha “simples”: aprovar apoio financeiro agora ou arriscar-se a pagar mais tarde “com sangue”.

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É um aviso de Zelensky à União Europeia. Kiev precisa de uma decisão sobre o financiamento à Ucrânia, o mais tardar até ao final do ano.

Numa longa conferência de imprensa em Bruxelas, à margem do Conselho Europeu que arrancou esta quinta-feira, o Presidente da Ucrânia respondeu a uma só pergunta, em inglês, para que as suas palavras fossem entendidas por todos. Qual é a data limite para essa decisão?

“Até ao final deste ano, claro. É importante. Só para recordar aos nossos parceiro”, disse Volodymyr Zelensky aos jornalistas.

Enquanto isso, dentro da sala onde decorre a cimeira dos chefes de Estado e de Governo da UE, o financiamento à Ucrânia – eventualmente através de ativos russos — continua a dividir os 27, com a Bélgica à cabeça.

Ao que a Renascença apurou, depois de uma primeira troca de palavras sobre uma solução de apoio à Ucrânia, o tema escaldante desta cimeira foi remetido para mais tarde, eventualmente para depois do jantar.

Certo é que tanto António Costa como Ursula von der Leyn, presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, garantiram, à entrada do encontro, que ninguém vai para casa enquanto não existir solução para o financiamento de Kiev.

Também Donald Tusk deixou recados à entrada do Conselho Europeu. O primeiro-ministro polaco avisou que a Europa enfrenta uma escolha “simples”: aprovar apoio financeiro agora ou arriscar-se a pagar mais tarde “com sangue”.

Tusk sublinhou que não estava a falar apenas da Ucrânia, mas da própria segurança europeia.

O Presidente da Ucrânianão podia estar mais de acordo: “Concordo absolutamente, porque o sinal que vem da Rússia, uma vez mais, não é, de todo, de paz com a Europa. Não quero intimidar ninguém, mas as palavras de Donald Tusk são claras”.

Zelensky desmentiu, por outro lado, que tenha abdicado de uma adesão à NATO. Pelo contrário, sublinhou que, a não acontecer, a Ucrânia precisa de garantias de segurança equivalentes às da NATO, no seu artigo 5º.

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