Conselho Europeu
Nos ativos russos não se mexe. UE emite dívida para financiar a Ucrânia
19 dez, 2025 - 04:07 • Pedro Mesquita
Após uma maratona negocial que terminou já depois das duas da manhã, o Conselho Europeu chegou a um acordo para financiar a Ucrânia. A solução não foram os ativos russos – não houve acordo para isso - União europeia vai recorrer a um empréstimo.



Foram necessárias 16 horas para que os líderes europeus passassem do plano A ao B, e avancem a 27 para o financiamento da Ucrânia. A União vai emitir dívida comum no valor de 90 mil milhões de euros, como explica Luís Montenegro:
“Foi decidido avançar para um empréstimo que será financiado através de uma dívida comum e que será garantido pelo orçamento da União Europeia. Tudo indica — embora ainda não tenhamos os detalhes da operação — que não haverá comissões financeiras para os Estados-membros”.
Após dois Conselhos Europeus a bater na mesma tecla, na utilização dos ativos russos imobilizados para financiar a Ucrânia, os 27 não se entenderam e mudaram a agulha.
O primeiro-ministro insiste que é uma decisão forte. Mas será suficientemente forte para que Trump deixe de apontar as fraquezas dos líderes europeus?
“Se ele mudou de opinião, só ele, naturalmente, a pode transmitir e expressar. O que posso dizer é que se trata de uma posição forte”.
Por agora, os ativos russos não serão utilizados para financiar a Ucrânia – o plano A falhou - mas Luis Montenegro insiste que esse não é sinal de fraqueza…que existiu uma evolução:
“É verdade que há vontade de usar os ativos russos para este financiamento. Mas, precisamente porque essa robustez técnica e jurídica tem enquadramentos específicos que cada Estado-membro enfrenta à sua maneira, ainda não chegámos a essa fase. Isso tem de ser assumido, mas não como uma fraqueza: como um grau de evolução”.
E a verdade é que houve acordo. E, desta vez, a Hungria fez parte da solução.
- Noticiário das 10h
- 18 mai, 2026







