Guerra na Ucrânia
"Temos um acordo": Líderes europeus anunciam empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia
19 dez, 2025 - 01:03 • Pedro Mesquita, enviado especial a Bruxelas , Diogo Camilo
Maratona negocial prolongou-se pela madrugada e pelo caminho ficou o plano inicial de uso dos ativos russos congelados. Plano B inclui emissão conjunta de dívida, mas fica a dúvida sobre o papel de países como Hungria, Eslováquia e República Checa.
"Temos um acordo. A decisão de garantir 90 mil milhões de euros de apoio à Ucrânia para 2026 e 2027 foi aprovada. Prometemos e cumprimos".
Foi assim que António Costa, o presidente do Conselho Europeu, anunciou o acordo alternativo durante a maratona negocial do Conselho Europeu, depois de ter falhado o plano inicial de usar os ativos russos congelados para apoiar a Ucrânia.
Antes do anúncio, a Renascença tinha apurado que os chefes de Estado e de governo da União Europeia não chegaram a acordo para a utilização dos ativos russos congelados para financiar a Ucrânia. A maratona negocial vai continuar a seguir a um intervalo de meia hora e os Estados-membros vão avançar agora para o debate sobre chamado plano B.
O plano secundário, agora anunciado, prevê um empréstimo europeu à Ucrânia, que deverá passar pela emissão conjunta de dívida, no valor de 90 mil milhões de euros.
O problema é que a opção tem de ser aprovada por unanimidade pelos Estados-membros, o que deixa dúvidas sobre como Hungria, Eslováquia e República Checa foram convencidas a aderir à solução. Eventualmente, estes países poderão ficar isentos de contribuir.
Ao todo, a reunião em Bruxelas durou um total de 15 horas, mas o uso de ativos russos não está ainda fora da mesa e pode regressar à discussão.
[notícia atualizada com o anúncio de António Costa às 2h04]
Explicador Renascença
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