Ouvir
  • Noticiário das 4h
  • 11 mai, 2026
A+ / A-

Guerra na Ucrânia

"Temos um acordo": Líderes europeus anunciam empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia

19 dez, 2025 - 01:03 • Pedro Mesquita, enviado especial a Bruxelas , Diogo Camilo

Maratona negocial prolongou-se pela madrugada e pelo caminho ficou o plano inicial de uso dos ativos russos congelados. Plano B inclui emissão conjunta de dívida, mas fica a dúvida sobre o papel de países como Hungria, Eslováquia e República Checa.

A+ / A-

"Temos um acordo. A decisão de garantir 90 mil milhões de euros de apoio à Ucrânia para 2026 e 2027 foi aprovada. Prometemos e cumprimos".

Foi assim que António Costa, o presidente do Conselho Europeu, anunciou o acordo alternativo durante a maratona negocial do Conselho Europeu, depois de ter falhado o plano inicial de usar os ativos russos congelados para apoiar a Ucrânia.

Antes do anúncio, a Renascença tinha apurado que os chefes de Estado e de governo da União Europeia não chegaram a acordo para a utilização dos ativos russos congelados para financiar a Ucrânia. A maratona negocial vai continuar a seguir a um intervalo de meia hora e os Estados-membros vão avançar agora para o debate sobre chamado plano B.

O plano secundário, agora anunciado, prevê um empréstimo europeu à Ucrânia, que deverá passar pela emissão conjunta de dívida, no valor de 90 mil milhões de euros.

O problema é que a opção tem de ser aprovada por unanimidade pelos Estados-membros, o que deixa dúvidas sobre como Hungria, Eslováquia e República Checa foram convencidas a aderir à solução. Eventualmente, estes países poderão ficar isentos de contribuir.

Ao todo, a reunião em Bruxelas durou um total de 15 horas, mas o uso de ativos russos não está ainda fora da mesa e pode regressar à discussão.

[notícia atualizada com o anúncio de António Costa às 2h04]

Ouvir
  • Noticiário das 4h
  • 11 mai, 2026
Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Belgica covarde
    19 dez, 2025 Sanções à Belgica, já! 14:05
    Os cobardes belgas inviabilizaram a justiça que era a Rússia pagar as destruições que fez e "congratulam-se" pela solução encontrada que faz recair sobre o contribuinte europeu o pagamento das destruições russas. E falam em "respeito pela Lei" e "evitar desestabilizações económicas e corrida aos depósitos"... Ora ora, querem é ter o dinheiro com eles. Não tenho dinheiro para ter depósitos na Bélgica, mas se tivesse, levantava-o já e não deixava um cêntimo nas mãos daqueles covardes...
  • Isto
    19 dez, 2025 vai ser publicado ou ando a fazer de idiota? 13:49
    Não não temos. O que temos é um cozinhado entre vocês, que não traduz o sentir das populações europeias que vão ver-se sobrecarregadas com mais um empréstimo para pagar os estragos feitos pela Rússia, em lugar de usar os ativos Russos só porque a Bélgica não quis e não foram capazes de arranjar legislação para obrigar a Bélgica a dar acesso a esses fundos. É que afinal quem tem esses fundos e manda neles, é a Bélgica, não é a UE...E ainda aparecem sorridentes aqueles m@rdosos...
  • Para quê isto?
    19 dez, 2025 Porcaria de dirigentes 12:44
    Cancelem o rearmamento, baixem as bandeiras e abram a porta aos russos, depois de tornarem o russo lingua obrigatória nos liceus. Se tendo 210 mil milhões de ativos russos na mão, preferem por a Europa a pagar, sobrecarregando as populações europeias com mais impostos, para pagarem elas as destruições da Rússia, então já perdemos e não vale a pena pensar o contrário. Onde estão De Gaulles, Winston Churchills, e Roosevelts, quando precisamos deles?

Vídeos em destaque