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Governo nigeriano liberta 130 crianças católicas sequestradas

21 dez, 2025 - 19:57 • Olímpia Mairos , com agências

As autoridades nigerianas não divulgaram quem foi responsável pela retirada das crianças do internato, nem os detalhes das negociações que levaram à sua libertação.

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O governo da Nigéria anunciou este domingo a libertação de mais 130 crianças sequestradas por homens armados de uma escola católica no estado de Níger, no centro-norte do país, garantindo que nenhum aluno permanece em cativeiro, segundo um porta-voz presidencial.

“Mais 130 alunos sequestrados no estado de Níger foram libertados; nenhum permanece em cativeiro”, afirmou Sunday Dare numa publicação na rede social X.

O sequestro ocorreu no final de novembro no internato misto St. Mary’s, situado na localidade rural de Papiri. Na altura, centenas de alunos e funcionários foram raptados, embora o número exato de vítimas nunca tenha sido oficialmente confirmado. Cerca de 50 pessoas terão conseguido fugir imediatamente após o ataque.

No início de dezembro, as autoridades já tinham anunciado a libertação de cerca de 100 estudantes.

A Associação Cristã da Nigéria afirmou que, no total, 315 estudantes e funcionários tinham sido sequestrados, o que significaria que aproximadamente 165 pessoas continuavam em cativeiro até este novo anúncio.

Uma fonte das Nações Unidas disse à AFP que “o restante das raparigas e estudantes do ensino secundário será transportado para Minna”, capital do estado de Níger, na terça-feira.

As autoridades nigerianas não divulgaram quem foi responsável pela retirada das crianças do internato, nem os detalhes das negociações que levaram à sua libertação. Analistas consideram provável que tenha sido pago um resgate, com base em casos anteriores, embora o pagamento de resgates seja tecnicamente proibido por lei na Nigéria.

O ataque ocorreu num contexto de agravamento da insegurança no país, marcado por uma vaga de sequestros em massa que recorda o rapto de quase 300 estudantes em 2014, na cidade de Chibok, atribuído ao grupo jihadista Boko Haram.

A Nigéria enfrenta múltiplas ameaças de segurança interligadas, desde a insurgência jihadista no nordeste até gangues armadas conhecidas como “bandidos” no noroeste. Sequestros para resgate tornaram-se uma fonte comum de financiamento rápido para grupos criminosos e armados.

Em novembro, além do ataque à escola católica, homens armados sequestraram duas dezenas de estudantes muçulmanas, 38 fiéis cristãos e uma noiva com as suas damas de honor, bem como agricultores, mulheres e crianças noutras regiões do país.

Estes acontecimentos surgem num momento de tensão diplomática com os Estados Unidos. O Presidente Donald Trump a acusou recentemente a Nigéria de assassinatos em massa de cristãos equivalentes a um “genocídio” e chegou a ameaçar uma intervenção militar.

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